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[Na Fila] Up, o novo filme da Pixar

13
Novembro
2008

Em outros posts eu já devo ter expressado minha adoração pela Pixar, aquela empresa de animação com a lâmpada no logo, como você pode verificar ai na imagem acima.

Quando ainda estavamos em 1995 eu tinha… (fazendo as contas)… 7 anos. Foi nesse ano que o primeiro filme da empresa apareceu nos cinemas no mundo. Para começar com o pé direito a película tratava de uns brinquedos que adquiriam vida quando nenhum humano estava por perto. Um tal de Toy Story, você já deve ter ouvido falar.

De lá pra cá eles produziram um total de nove filmes, sendo o último deles o ótimo WALL-E, que a gente até fez a análise aqui no BlogeZ no lançamento.

Então como fã do trabalho dessa equipe eu venho trazer o trailer da nova produção deles, que tem o nome de UP!

Eu até colocaria um vídeo do YouTube, mas como o xfer (um amigo meu) costuma falar, “Mostrar trailer no YouTube de um filme da Pixar chega até ser sacanagem. Mostra o trailer pelo site da Apple que da pra ver em HD”.

http://www.apple.com/trailers/disney/up/

Da uma olhadinha. Achei uma idéia legal, e a cena com o garotinho na porta da casa já deu uma bela amostragem da comédia que deve estar presente no produto final.

Agora é só esperar até 29 de Maio do ano que vem!

P.S.: Quem mais lembrou daquele padre que resolveu voar sem saber usar GPS imediatamente após os balões sairem do telhado da casa. Alguém da Pixar deve ser brasileiro e deve ter se baseado nessa história, não é possível.

[Na Fila] Mamma Mia!

9
Outubro
2008

Here I go again! My my, how can I resist you! Com esse grande hit dos anos 70, o grupo suíço ABBA tocava em todas as danceterias, discotecas, bailes, musicais e afins. Calças boca de sino, muito brilho e globos de espelho dominavam nosso cotidiano. Mais de 30 anos se passaram, as roupas e penteados mudaram mas uma coisa continuou: o sucesso do grupo ainda faz muitas pessoas levantarem da cadeira e dançar.

E é isso que o filme Mamma Mia mostra. A história é como as músicas do Abba são legais! Tá certo que tem todo um contexto para isso onde uma noiva chamada Sophie (Amanda Seyfried) é filha de Donna (Meryl Streep). Criada sem saber quem era o seu pai, Sophie encontra o diário da mãe e descobre que poderia ter três possíveis pais. Determinada a conhecê-los, Sophie convida todos eles para seu casamento sem o consentimento da mãe, no qual acabou com todos eles em péssimas circunstâncias no passado. E para desenvolver a história, nada melhor que as músicas do ABBA para chegar até o almejado casamento grego.

Baseado num musical da Broadway escrito por dois integrantes do ABBA: Benny Anderson e Björn Ulvaeus, Mamma Mia! é a prova de que música não tem época para marcar. Mesmo depois de tanto tempo, o que me espantou no filme foram os adolescentes cantando e dançando as músicas enquanto passavam no filme. Também, as interpretações dos atores cantando as músicas é de conquistar qualquer um. Parênteses para Meryl Streep que mereceu um solo de The Winner Takes it All e comoveu toda a platéia com sua interpretação única.

Se me deixassem eu falaria desse filme o dia todo, mas sugiro ao leitor que retire todos os LP’s ou CD’s que tem do ABBA escondido no armário, escute todas as músicas e vá assistir o filme. Não tem nada melhor que cantar Dancing Queen com todo mundo do cinema! Quem quiser curtir um pouco mais do filme, acessem o site oficial clicando aqui.

[Na Fila] Zohan - Um agente bom de corte.

19
Agosto
2008

Se eu fosse definir esse filme em uma frase seria a seguinte: o melhor filme ruim do ano.

É sério! O filme é bom mas é aquele filme ruim! Dá para entender? Bom, eu vou tentar explicar em palavras então. Nele conhecemos a história de Zohan (Adam Sandler) um agente especial capaz de fazer de tudo e mais um pouco. Sendo judeu e morando no Oriente Médio, Zohan é  chamado para prender terroristas palestinos. Só que ele está cansado de prendê-los e estes serem trocados por judeus que foram preso. Assim, Zohan simula a sua morte e foge para os Estados Unidos para poder concretizar o sonho da sua vida: virar cabeleireiro. Chegando na América, Zohan descobre que palestinos e judeus convivem pacificamente e são vizinhos de rua. E na rua dos palestinos é que ele encontra um salão para trabalhar.

E claro, com um roteiro desses não tinha como sair um filme sério. E as piadas com sexo e tamanho de pinto em Zohan chega a ser repetitivas. Só que eles exploram o máximo desse tipo de piadas, tendo algumas até, originais. Eu daria exemplos mas isso faria com o que o filme perdesse a graça. E um acerto em Zohan é que todos os personagens estão na medida certa. Todos eles são cativantes e tem seu espaço certo no filme pra fazer piada. Nenhum fica repetitivo ou deixa de aparecer. E estão todos trabalhando muito bem. Até a Mariah Carey fazendo o papel de Mariah Carey está ótima no filme! Incrível!

Zohan - um agente bom de corte é aqueles filmes que, mesmo tendo tudo de ruim, você não pode perder. Uma das melhores comédias do ano. Fazia tempo que eu não ria em um filme como ri nesse. Me lembrou do filme Quem Vai Ficar Com Mary? onde todas as pessoas que conheciam só falavam nele, repetiam as piadas dele e adorava os atores dele. Zohan vai ser esse tipo de filme.

E não deixem de ler a review do Rodrigo Cezzareti sobre Asterix nas Olímpiadas no portal da revolução E-Zone clicando aqui!

[Na Fila] A Múmia - Tumba do Imperador Dragão.

7
Agosto
2008

Ontem à noite forcei meu namorado e uma amiga para assistirmos o novo filme da Múmia. Afinal, tinha o Jet Li e Brendan Fraser! Esse filme prometia. Irei relatar agora a minha impressão do filme.

Acho que o que mais me agradou no filme foi o visual. As roupas, atores e principalmente o cenário estavam visualmente bonitos. Nada muito inovador mas nada que deixe você com os olhos doendo. O filme até que começa bem mas infelizmente o desenrolar dele é fraco. Como filme de ação ele deixa a desejar. São pouca as cenas de ação que se salvam (como a que em uma perseguição de carros o Richard usa fogos de artíficios como arma, e a luta entre Jet Li e Michelle Yeoh). Mas são curtas e fica com aquele gostinho de quero mais. Nem as do Jet Li são tão boas porque ele luta muito pouco no filme. Sem falar que em cada cena de ação rola uma piadinha. Nessa hora, caro leitor, peço você o seguinte: vá assistir o filme com um monte de amigos, porque as piadinhas são tão fracas e óbvias que só tem graça rir delas se for com uma galera enorme que vai fazer aquela situação na qual a piada é tão ruim que você ri só porque está todo mundo rindo e se diverte com isso.

Mas o pior é a atuação. Exceto o Brendan Fraser e a Michelle Yeoh (Zi Juan), os outros atores estão bem medianos. E a troca da atriz da Eve para a Maria Bello não ficou legal. Acho que eles não tinham cachê para pagar a Rachel Weisz. A Rachel fazia um par muito mais interessante com o Brendan e, perdoe-me Maria, ela é muito mais bonita. Não vou nem falar do Jet Li. Ele sofre o mesmo problema das outras múmias. Tá lá só porque é bonitinho, luta bem e é o Jet Li.

Em última nota do filme o que me impressionou foram as constantes falhas de roteiro. O maior exemplo é o seguinte (sem spoilers aqui): os heróis tem que impedir a múmia de chegar numa parte no meio das montanhas. Só que essa parte só é acessível por uma ponte. O que os nossos heróis devem fazer:

A) Cortar a ponte para os inimigos não passarem.
B) Esperar do outro lado e cortar a ponte somente no momento em que os inimigos começassem a atravessá-la, dando baixas no exército inimigo que morreria na queda.
C) Seria otário suficiente para ir pro outro lado, se armarem de armas que NÃO MATAM MÚMIAS e ainda querer explodir o lugar abaixo matando a tudo e todos.

Qual é a resposta certa? Isso mesmo, letra C. Perae, ninguém votaria na letra C! Só os roteiristas da Múmia acharam que isso seria uma idéia legal mas tanto eu como meu namorado e minha amiga nessa cena da ponte ficamos nos perguntando: por que eles não cortam a ponte? E erros assim permanecem ao longo do filme. Mas a luta Zumbis versus Golens é genial!

É uma pena ver que esse filme da Múmia ficou tão ruim. Sendo o terceiro filme da série foi um desfecho bem abaixo do esperado em relação aos outros dois. A impressão que eu tive era de que os atores e os diretores não tinham mais o que fazer e resolveram fazer um filme. Eu aconselho a vocês assistirem o filme na Sessão da Tarde. A dublagem está ótima!

Olhem a cara do Jet Li que deve estar pensando: “Eu vou dar um chutão na cara desse gringo!”

[Na Fila] Kung Fu Panda

11
Julho
2008

Imperdível!” Era esse o meu pensamento quando eu soube de Kung Fu Panda. Convenhamos, animação da Dreamworks com Jack Black fazendo o personagem principal, que é um Panda! FALA SÉRIO??? Quem não iria querer assistir esse filme? Depois, além do maravilhoso Jack Black, descubro que no elenco de dublagem há também Dustin Hoffman, Lucy Liu, Jackie Chan e Angelina Jolie. Melhor que isso, não ficava!

Realmente, melhor que isso não ficava. Ontem eu vi o filme e… Não é tão bom assim. A história do filme é sobre o panda Po, um fanboy de Kung Fu e tudo que sempre quis na vida era lutar ao lado dos cinco mestres do Kung Fu. Porém, seu pai tem outro destino em mente para Po: herdar a loja de macarrão da família, passada de geração em geração desde que o bisavõ de Po a conquistou em um duelo de Mahjong. Mas contra seu destino de cozinhar macarrão pro resto da vida, Po é selecionado pelo mestre Oogway, uma tartaruga muito calma e paciente, para ser o lendário Guerreiro Dragão e lutar contra o vilão malvado, badass com olhos de gato que brilham até mesmo no claro, Tai Lung.

Claro que aí começam as trapalhadas. Como um Panda, animal gordo, preguiçoso, comedor de bambu (no caso do filme, macarrão, biscoito ou qualquer coisa que apareça na frente) pode ser o lendário guerreiro? E nenhum dos cinco mestres do Kung Fu gostam disso, já que eles treinaram a vida inteira para ter a chance de se tonar o Dragão Guerreiro roubada por um Panda que nem sabe lutar?

Sim, a história é até legalzinha e tudo mais, mas o filme deixa a desejar. Apesar do grande Jack Black dublar o Panda, Dustin Hoffman como Mestre Sifu rouba a cena. E as melhores partes do filme são com os dois. Os outros artistas são bem dispensáveis, já que se eles tem umas 10 ou 15 falas no filme é muito. Tirando uma ou outra piada, tenho certeza que se fossem só os dois o filme seria bem melhor.

E outra é que o filme tem aquela síndrome de Naruto em que qualquer coisa é motivo para um flashback explicativo. Ah, Mestre Sifu não sorri mais porque há muito tempo atrás numa galáxia distante…. Ah, o vilão se tornou malvado porque há muito tempo atrás na terra de Mordor… Ah, o Panda é gordo porque… fala sério! Concordo que é legal explicar a origem do personagem e o porquê de toda a raiva dele, mas isso só dá certo em séries mais longas!

Sei que não posso fazer essa comparação, mas eu prefiro muito mais Wall-E. Em Wall-E por exemplo, em uma única cena (sem falas) o filme explica como o robozinho aguentou 700 anos na Terra. Kung-Fu Panda, por outro lado, explica os motivos a ponto da exaustão.

Se você realmente gosta de desenhos e já tiver assistido Wall-E, recomendo Kung-Fu Panda. E original, nem por causa do Jack Black, mas sim pelo Dustin Hoffman! Mas até semana que vem, porque depois estréia o Cavaleiro das Trevas e tenho certeza que o Panda vai pra extinção!

[Na Fila] Agente 86

1
Julho
2008

Sabe aqueles filmes que caiariam como uma luva a sessão da tarde? Ou melhor, visualizem uma noite de sábado de muito frio, onde a preguiça e o clima adverso não te encorajam a ir até a locadora, e sem querer, você vê a chamada de Agente 86 para depois de Zorra Total…Está ai o cenário perfeito para contemplar essa nova produção de Hollywood. Será que peguei pesado? Acho que não e, para explicar essa minha idéia, tenho que contextualizar com um pouco da história do longa.

A trama é dirigida por Peter Segal (Como se fosse a primeira vez) e se baseia na história de Maxwell Smar (Steve Carell), um rapaz imbelicizado, mas, profundamente competente naquilo que faz. Ele trabalha em uma agência secreta do governo denominada “Controle” e seu sonho é se tornar um agente de campo. No meio dessa intempérie, nosso amigo  conhece a agente 99(Anne Hathaway), com isso, essa relação de extrema necessidade ambígua toma  frente do enredo. Devido a uma perspicácia do destino, Max (Jeito carinhoso) se torna um novo integrante da equipe de agentes especiais e, junto com a número 99,  partem em uma missão perigosa, na captura dos homens da organização inimiga intitulada  de K.A.O.S..

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4PK7RSEzP9Q[/youtube]

O filme é baseado em uma série dos anos 60. Repetir todo o sucesso alcançado nessa época será muito difícil. Essa transposição de série pára longa é muito difícil. Em muitos pontos (eu acho que quase todos) eu prefiro a original. É claro que em termos de aperfeiçoamento tecnológico das cenas, e visual, não existe comparação cabível. Mas vamos por partes…

Uma coisa é fato: Os atores, realmente, são de tirar o chapéu. Steve Carrel dá um show. Desde que assisti Vigem de 40 anos, vi que esse cara era espetacular. Parece que o papel nasceu para ele. Cada gesto e expressão nascem de uma forma muito casual, quase que natural. Com certeza é a melhor surpresa do filme. Anne Hathaway está muito instigante. Suas curvas maravilhosas são exploradas a fundo em algumas cenas e, com certeza, ela dança muito bem. Uma aparição muito engraçada fica por conta de Bill Murray como agente na árvore. Caricato e profundamente competente, torna essa pequena ponta em algo memorável.

Os efeitos estão medianos. Nada de muito impactante está presente no decorrer das cenas. Particularmente achei muito artificial a cena das aberturas de portas. Posso parecer contraditório, pois logo no começo disse que não se compara com os aspectos técnicos, mas, vou explicar: Comparar  os efeitos de hoje, com os anos 60 é covardia não é?

No conjunto final da obra temos um filme bem médio. Não podemos dizer que essa adaptação foi um tremendo fiasco, mas , da mesma forma, não pe uma grande maravilha. Tenho uma sensação de que quando estiver passando na sessão da tarde, eu assistirei novamente. Esperem sair Batmam - o Cavalheiro das trevas para irem ao cinema.

Get Smart
EUA, 2008 - 110 min
Ação / Comédia

Direção:

Peter Segal

Roteiro:

Tom J. Astle e Matt Ember

Elenco:

Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne Johnson, Alan Arkin, Terence Stamp, Masi Oka, Dalip Singh, Bill Murray

[Na Fila] Furia em músculos verdes

21
Junho
2008

Apesar da desconfiança, o gigante verde é bem representado nas telonas. Mas Homem de Ferro ainda é melhor.

Existem filmes que tem um propósito único. Seja diversão, autenticidade, tensão, ou quaisquer formas extremas de sensações. Nesses casos temos que analisar o ponto de vista central da trama, onde se desenvolve o personagem, e, acima de tudo, a mensagem que o diretor quer transmitir. Vendo por esse ângulo, “O Incrível Hulk” cumpre muito bem seu papel. Passa uma boa sensação de enredo, e deixa muito claro o que quer, ou seja, diversão.

Bem, para chegar a essa conclusão, avaliei algumas vertentes peculiares do longa. Mas, antes dessas pequenas análises, é conveniente falar um pouco sobre história em si. O filme é dirigido por Louis Leterrier (Cão de briga e Carga explosiva) só nessa informação, a esperança de muita ação é evidente. A história se baseia em Bruce Banner (Edward Norton), um cientista que estuda profundamente a utilização dos raios Gama, a ponto de confiar os teste em si mesmo. Claro que dá errado, e os efeitos colaterais são desastrosos. Como o programa de desenvolvimento foi pago pelo exército americano, Bruce se torna objeto do governo, e isso o incomoda. Ele foge para achar a cura,  e deixa para trás sua namorada, a cientista Betty Ross (Liv Tyler). O exército comandado pelo General Ross (William Hurt) segue suas pistas, e a caçada ao cientista dá o tom primordial a história.

Logo no começo o filme, as famosas cenas gravadas na favela da Rocinha aparecem. A falta de conhecimento do cotidiano brasileiro é irritante. Como um “gringo” chega à favela, se instala, e tem uma vida normal em tão pouco tempo? E sem falar que ele não sabe patavinas de português. Enfim, deslize a parte, a perseguição nesse ponto do filme é muito bem feita (é engraçado escutar de fundo as mulheres gritando: Cuidado com minha roupa no varal!!).

Tudo bem que ele chega aos EUA praticamente sem roupa e dinheiro, mas, como disse antes, vamos relevar. Em termos de atuação, todos os atores principais dão conta do recado. Foram bem escolhidos e se adaptaram facilmente ao papel. Olha, nem de longe essa adaptação lembra a do diretor Ang Lee de 2003. Aquele foi um filme muito tosco e não digno da história desse ícone verde.

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=JVteepXRlkY[/youtube]

Os efeitos visuais estão muito bons. A transformação, e o Hulk em si estão bem desenhados, com uma característica mais próxima da realidade do gibi.. Existe uma linha tênue entre a busca por paz de Bruce, com a insensatez de Hulk. Essa procura eterna contextualiza um bom drama, colocando em xeque suas paixões e medos. A ação frenética (marca registrada do diretor), está presente, junto com as explosões e carros voando…Mas nada de muito exagerado. A luta final é brilhante. A sensação de força extrema é muito clara, e a briga em si, causa arrepios. Existem ainda algumas boas surpresas, como aparições ilustres, mas ai deixo por conta dos expectadores descobrirem quais são.

Mais uma conversão de quadrinhos para cinema é bem feita. Claro que possui alguns deslizes, melhor encarados como pequenas falhas, mas, em um grande montante, agrada tranqüilamente. Quem tem aquela velha imagem do Hulk de 2003, pode ficar muito tranqüilo, pois, essa re-leitura tem muito mais a nos fornecer do o fiasco de Ang Lee.

O Incrível Hulk

The Incredible Hulk
EUA, 2008 - 114 min
Aventura

Direção:

Louis Leterrier

Roteiro:

Zak Penn

Elenco:

Edward Norton, Liv Tyler, William Hurt, Tim Roth, Tim Blake Nelson, Débora Nascimento, Ty Burrell

Na Fila: As Crônicas de Nárnia: Príncipe Cáspian

6
Junho
2008

Existem raras exceções de filmes que, sua seqüência, superam os originais. É muito mais comum encontrar trilogias de sucesso, onde todos as película são extremante competentes, do que um número “2″ bem feito. O Corvo 2, Highlander 2, Poltergeist 2, são exemplos bem corriqueiros de que, certas histórias, deveriam não ter continuações.

Tive uma boa surpresa. Dizem que, em certas ocasiões, não estamos preparados para elas, mas quando surgem, é de muito bom grado. Fui à sala de cinema pensando e arquitetando o pior. Doce engano. O que vi foi uma ótima forma de fazer cinema. Mas antes de começar a enumerar os pontos positivos e negativos, falarei sobre o filme em si. A direção fica por conta de Andrew Adamson, e o roteiro foi escrito Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely. O enredo se desenrola em dois planos de tempo diferentes. Aqui na Terra, mais precisamente em Londres, passou-se 1 ano desde a última aventura dos irmãos Pevensie (O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa), e em Nárnia, o tempo se esvaiu em 1000 anos. Como último recurso, o príncipe Caspian (Ben Barnes), convoca os quatro reis do passado para ajudá-lo a retomar o seu poder de soberano, que foi “roubado” por seu tio Lorde Miraz (Sergio Castellito). Esse mil anos foram muito duros com seus moradores mágicos. Os anões, os Minotauros, as árvores e todos os outros ficaram reclusos aos confins da floresta, pela ação dos homens que visavam a dominação total e extinção de todos os seres mitológicos.

A chegada dos irmãos a Nárnia é uma cena muito bem rodada. Eles encontram as ruínas de seu tempo, e muitas indagações sobre o que teria acontecido transcorrem nas suas falas, deixando um “Q” de mistério no ar. A fotografia do filme é belíssima. Em cada tomada, um novo brilho é encontrado, e a beleza da região escolhida para as gravações fica muito evidente. O figurino, como no filme anterior, é muito rico em detalhes, e possui características próprias. Existe uma cena de batalha na qual os soldados de Lorde Miraz, estão usando máscaras, e, em cada uma delas, uma expressão é retratada, causando um efeito muito bacana de ser visto.

A história em si é melhor do que o primeiro filme. A trama prende muito mais e a ação é mais eficaz. Mesmo com seus 124 minutos, tirar os olhos da tela se torna um sacrifício. Temos uma sensação que não podemos perder um minuto sequer, pois a todo o momento, uma novidade estará em evidência. Os efeitos especiais estão muito bem definidos e construídos. Enchem os olhos e as expectativas e, posso dizer que os Minotauros são um show à parte.

Vamos as interpretações: Temos que levar em consideração a idade dos atores principais. São jovens e com muito a aprender ainda. Mas, dos quatro irmãos, o que mais me chama a atenção é Edmundo (Skandar Keynes). Sua atuação é muito segura e se mostrou muito mais preparado para o papel. O príncipe Caspian, (Ben Barnes), teve uma atuação bem convincente, e se assemelha demais fisicamente com Keanu Reeves. De uma maneira geral, ninguém compromete a qualidade do filme.

Com ótimos efeitos, boa história, um elenco razoável e, acima de tudo, muito bem feito, tenho certeza que será um dos bons filmes para ser apreciado no cinema esse ano. Sim, digo cinema, pois, o som é arte fundamental para todo o contexto, e essa dimensão harmônica, apenas uma sala equipada com uma boa tecnologia sonora pode propiciar uma ambientação perfeita para a ocasião. Fica ai a dica. Vale a pena conferir.

Ficha técnica

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Cáspian

The Chronicles of Narnia: Prince Caspian
EUA, 2008 - 124 min
Aventura

Direção: Andrew Adamson

Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely

Elenco: Ben Barnes, Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley, Anna Popplewell, Sergio Castellitto

Na Fila: Quebrando a Banca

14
Maio
2008

Quem nunca sonhou em ficar milionário nos grandes cassinos de Las Vegas?

Até o mais comportado fica impressionado com a riqueza e aquele monte de Slot-Machines brilhantes nos corredores.

Existem filmes de comédias nesses lugares (Férias Frustradas em Las Vegas), filmes que assaltam esses reinos das cartas (Onze Homens e um Segredo), e filmes que usam a magia das cartas para basear um estória impressionante. E esse é o tipo de filme de “Quebrando a Banca” (”21″ no original em inglês).

Aqui nós acompanhamos a vida de Ben Campbell, um aluno do ensino médio americano prestes a ingressar em uma das melhores Universidades do mundo, Harvard, e ainda por cima no curso de medicina. Infelizmente Ben vem de uma família pobre que não tem como bancar 300 mil dólares pelos 4 ou 5 anos do curso.

Desesperado por possuir uma mente brilhante barrada pelo seu baixo poder aquisitivo, o protagonista tenta adquirir uma bolsa de estudos, onde apenas um aluno entre os 76 candidatos ganha o direito de freqüentar as aulas totalmente de graça. O problema é que como todos possuem currículos igualmente impressionantes, Ben precisa de uma história de vida que impressione o professor que ira conferir a bolsa de estudos. E essa história ganha vida na Cidade do Pecado.

Um dia o professor Micky Rosa percebe a incrível capacidade matemática que a mente de Ben desenvolveu e o convida para um seleto grupo de cinco alunos que treinam códigos de comunicação não verbal e a técnica de contagem de cartas para dar o golpe nos grandes cassinos e “quebrar a banca”, que significa ganhar todo dinheiro possível na mesa de apostas.

Obviamente os cassinos possuem sistemas de identificação desses “trapaceiros” (entre aspas pois contar cartas não é proibido por lei, porém é mal visto no mundo das apostas por prejudicar todos os jogadores), e isso confere no decorrer da trama um problema muito sério à gangue de alunos super dotados do Professor Micky Rosa.

Um filme descompromissado e ótimo para mostrar a hight-society de Las Vegas e seus hotéis e cassinos luxuosos, com uma trama interessante e no ritmo certo, com perseguições, genialidade, e aquele velho conto do “mocinho nerd que termina com a gata do pedaço”, como já vimos desde muito tempo. Quem se esquece do final onde Daniel-san, nerd aloprado, termina como vencedor em artes marciais e com a menina prometida? É quase isso, só que cassinos ao invés de Dojos e contagem de cartas ao invés do golpe da garça.

Na Fila: Juno

22
Fevereiro
2008

Juno

Sentiram minha falta ontem?

Então, a vida ficou um pouco mais corrida por culpa da faculdade e infelizmente eu acabei não postando em dois dias dessa semana, mais tudo bem, com o passar do tempo eu vou me ajeitando aqui com os horários e, como vocês devem ter percebido, o Eidy Tasaka e o Rodrigo Cezzaretti cobriram minha falta muito bem, e como não falei até agora, que eles sejam bem vindos!

Agora vou justificar minha ausência de ontem. Fui assistir “Juno”, já que muita gente fala bem dele e quatro indicações ao Oscar não são pouca coisa.
**Como sempre, continuar lendo o texto é por sua própria conta e risco, tendo em vista a existência de spoilers (que eu vou tentar manter no mínimo possível) sobre algumas passagens mais adiantadas do filme.**

Juno MacGuff é uma garota de 16 anos cursando o ensino médio em uma cidadezinha dos Estados Unidos, tem um jeito meio punk e gosta do mesmo estilo musical. Logo no começo do filme ela descobre estar grávida após realizar diversos testes de gravidez de farmácia, por ironia do destino ela engravida pois um certo dia se vê entediada o suficiente para fazer sexo com Paulie Bleeker, que é seu amigo mais não chega ao cargo de namorado, e dessa feliz experiência de uma única noite o destino dela é se tornar mãe ainda adolescente.

Como toda jovem, a primeira coisa que ela faz é correr e ligar para sua amiga para relatar seu infortúnio, esta última lhe convence de ir abortar a criança em algumas das clínicas médicas especializadas nesse tipo de situação. Ao chegar no consultório Juno entra em pânico e sai correndo, decidindo não por um fim a vida de sua criança. Como plano “B” ela procura em anúncios de revistas algum casal que esteja querendo adotar uma criança. Após ajeitar as coisas chega o passo mais difícil: Contar aos pais!

Numa conversa bem aberta os pais delas não reagem de forma violenta, desapontada e nem magoada, eles simplesmente entendem a situação e resolvem apoiar sua filha no processo de doação. Essa é a única parte meio surreal do filme, não imagino nenhum pai tendo uma reação daquelas depois de ouvir tal relato de sua filha.

De carona com seu pai, Juno vai encontrar os futuros pais adotivos de sua criança. Um casal relativamente bem financeiramente, bem apessoados, sendo a mulher meio histérica e o homem um cara boa pinta que trabalha com composição musical para comerciais.

No resto do filme a gente vê o desenrolar do relacionamento de Juno com seus pais, com Paulie, com os pais adotivos (ela se torna grande amiga do pai, trocando músicas e conhecimentos culturais, e começa achar algumas esquisitices na mãe). O legal do filme é você perceber as tensões, dramas e confusões da atriz principal.

Dando várias lições de moral no telespectador que envolvem aborto, gravidez na adolescência, relacionamentos, e adultos problemáticos e com paixões reprimidas, “Juno” é um ótimo filme para se ver com aqueles amigos especiais. Eu não diria no cinema pois não possui nada de especial que não possa ser aproveitado em casa, numa cama ou sofá, naquele fim de semana chuvoso.

 

Aprecie o trailer do filme:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=K0SKf0K3bxg[/youtube]


E vale dizer que a trilha sonora é cheia de musiquinhas legais e divertidas ;D
*sai assoviando por ai*