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Locação: Encurralados

26
Maio
2008

Pois é, me chamem de vagabundo, mais voltar de feriado prolongado é terrível na hora de escrever novos posts (trabalhar, ir na faculdade…). Eu estava quase imitando o Dimitri até perceber que meu fim de semana não teve nada de especial que pudesse interessar aos leitores, então o jeito foi ligar o PC e começar a percorrer a internet atrás de novidades que tenham ocorrido no resto do mundo que não teve feriado na quinta passada.

Só que não tem muita coisa na internet, então vou me usar de um filme visto no fim de semana pra uma análise e um “warm up” pra semana que virá.

Se importam se eu usar uma linguagem mais coloquial? Não né… eu sei que vocês entendem a situação.

Na praia eu tive a experiência de assistir “Encurralados” (Butterfly on a Wheel, 2006) com um grupo de amigos. O detalhe que mais chamou atenção e despertou piadinhas internas é o fato de que este não é um filme para se assistir com namoradas, esposas e afins. Não vou entrar em detalhes já que isso seria um spoiler, só aceitem minha dica e não assistam com suas companheiras.

O filme conta a estória de um casal que deixa a filha em casa com uma babá e saem para cumprir suas responsabilidades. No meio do caminho um terceiro homem que estava escondido, salta do banco de trás do carro com uma arma e anuncia um tipo de seqüestro. O casal se vê obrigado a ligar para seus chefes e amigos dizendo que não poderão cumprir seus combinados no presente dia com uma desculpa qualquer. O seqüestrador ainda conta que mantém a filha dos dois como refém caso eles tentem alguma gracinha.

No decorrer do filme, o “cara mal” fala que os protagonistas terão que obedecer a uma série de tarefas durante 24 horas e após isso poderão fugir e encontrar a filha, caso contrario eles nunca mais veriam a menina novamente. “Dizem que os pais fazem tudo pelos seus filhos. Eu só quero ver até onde vai essa afirmação”, e são com essas palavras que começa o terror psicológico que segue durante a película.

Obviamente que durante a ação eles tentam escapar e uma série de outras coisas, que dão base para um desfecho bem divertido, com duas reviravoltas especiais. Além disso tudo, aparentemente o seqüestrador sabe absolutamente tudo sobre a vida de suas vitimas, incluindo a quantia exata em dólares que eles possuem no banco e diversos outros detalhes que servem ainda mais para aterrorizar ambos

Principalmente pela temática de ver até onde os seres humanos conseguem ir, realizando tarefas imbecis com um propósito de se salvar ou salvar quem ama, se utilizando da maneira que as vitimas vivem e sabendo detalhes de suas vidas pessoais, o filme me lembrou da filosofia por trás do primeiro “Jogos Mortais”, só que tirando a parte de terror e sadismo e colocando em seu lugar um lance mais psicológico.

Interessante, prende a atenção, e com um final meio clichê porem divertido. Ótimo para quando não se tem mais nada para fazer. Vale a locação…

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