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[Na Fila] Maior, mais épico e mais fantasioso, mas Hellboy 2 deixa a sensação de faltar algo

5
Setembro
2008

Existem alguns filmes que nascem para se tornarem verdadeiros épicos, e mesmo tendo que enfrentar o rótulo de “mais um filme baseado em HQ” que tanto inundam os cinemas na atualidade, o primeiro Hellboy foi além e fez bonito. Mostrou ao mundo um personagem único e carismático capaz de conquistar a audiência. Além disso, provou toda a visão do diretor Guilhermo Del Toro quando o assunto é criar histórias e criaturas fantásticas, como já comprovado anteriormente em Labirinto do Fauno.

 

Se Hellboy não ensinou ao cinema como se fazer uma adaptação que se iguale ao seu original, e talvez até o supere com a capacidade de ser universal, Hellboy 2: O Exército Dourado, que chega hoje aos cinemas até tenta se manter a altura, mas infelizmente, não consegue.

 

O elenco quase completo está de volta. Ron Pearlman volta ao papel do vermelhão que mesmo por baixo de maquiagem e efeitos pesados para viver o personagem, não deixa o carisma e no fundo, jeito de criança do demônio se perder. Já o amigo de Hellboy, Abe Sapien, é agora interpretado pelo competente Doug Jones, que além de fazer um trabalho magistral de gesticulação e mímica para representar Abe, ainda assume mais dois papeis e faz ainda mais pelas pequenas aparições de Chamberlain e o bizarro e fantástico Anjo da Morte. E como salvar o mundo não tem graça se você não tiver uma bela donzela te esperando para dividir a conquista, Selma Blair assume novamente o papel de Liz, agora namorada de Hellboy. O relacionamento de ambos rende uma boa seqüência de como seria um namoro de super-heróis de verdade, com muita destruição a cada briga do casal.

 

Se o elenco acertado do primeiro longa está de volta, a história não poderia deixar por menos, e de fato não deixa. A trama se passa novamente no mundo que mistura o fantasioso com a realidade quando o príncipe dos elfos, Príncipe Nuada (Luke Goss) decide que não aceitaria mais viver no sub-mundo do universo para manter a trégua entre as criaturas mágicas e os humanos. Para tal feito, ele precisaria dominar o tal exército dourado do título, que são 70 vezes 70 guerreiros indestrutíveis e controlados por uma coroa que foi sabiamente dividida em 3 partes pelo rei, pai de Nuada, para evitar que qualquer uma das raças tentasse dominar o exército invencível. Hellboy entra na ação, óbvio, tentando impedir que Nuada conquiste a coroa e dizime toda a raça humana com apenas um comando.

 

Os efeitos especiais são de cair o queixo e como no primeiro filme, mesclam tão bem a ação que é difícil distinguir quando são os atores de verdade e quando entram em cena os CGIs, o que tornam a suavidade entre uma cena e outra totalmente um ponto positivo para a produção.

 

Os personagens embasbacantes estão presentes aos montes, mostrando que a capacidade de Del Toro de criar coisas nunca antes vista deixa George Lucas e seus diversos planetas e raças de Star Wars muito pra trás em criatividade e originalidade. 

 

Criticar um filme como Hellboy 2 mostram o quanto a tarefa de crítico pode ser cruel. O filme não chega nem perto de ser ruim, porém, mostra algo que talvez não fosse o que os fãs esperavam ao assistir a primeira parte e nascimento do personagem na grande tela. Tudo no longa é grande, épico, fantasioso e exageradamente numeroso. Talvez o personagem por si só não precisasse de tanto para repetir o feito de arrebatar a platéia novamente. O que é visto é um “mais do mesmo” exagerado. Apesar de prender a atenção e agradar em todos os sentidos possíveis, não é muito difícil sair do cinema com a sensação de faltar algo ou simplesmente sentindo que mesmo que não saibamos explicar exatamente o porquê, existe algo errado no meio de uma trama tão bacana e efeitos especiais de tirar o chapéu.

 

Talvez um fator definitivo para o sucesso ou não de Hellboy 2: O Exército Dourado não esteja na produção, e sim em quem a assiste, residindo especificamente em uma questão: a alta expectativa. Quando veio ao mundo em 2004, Hellboy era um desconhecido do público e da noite para o dia, se tornou um clássico dos filmes de heróis e arrebatou multidões clamando por uma continuação. Assim sendo, diferente dos mega conhecidos Homem Aranha ou Batman, ninguém na época possuía qualquer noção do que esperar do lançamento dele, ou sequer o aguardar com ansiedade sua estréia. Já nessa continuação, as apostas eram altas e o desejo do público de que o filme superasse o original eram altíssimos, e isso acaba tornando não um filme ruim ou sequer médio, apenas abaixo do esperado.

 

Hellboy 2: O Exército Dourado é um filme mais do que recomendado e empolga do começo ao fim, mas nós da e-Zone recomendamos que você o curta com os olhos de alguém que considera que o personagem fosse um total desconhecido e sua história começasse exatamente ali. Ai sim, você terá a capacidade de desfrutar da obra de arte criativa e envolvente que Mike Mignola e Guilhermo Del Toro foram capazes de entregar com louvor.

Para mais informaçõe sobre o filme, acesse a ficha completa no portal e-Zone

Batman - O Cavaleiro das Trevas. Why so serious?!

21
Julho
2008

batman
Existem filmes que empolgam, fazem pensar e vão além fazendo com que qualquer um se sinta um verdadeiro crítico de cinema, apenas para passar para outras pessoas, nem que seja apenas uma pequena parte, da sensação que aquele filme específico te presenteou. Não quero ser um crítico, até porque quem faz isso (e faz com estilo e maestria) é nosso Rodrigão em suas críticas únicas e arrebatadoras. Mas com o novo filme do Batman - O Cavaleiro das Trevas, seria quase uma omissão imperdoável ocultar minha opinião dessa que foi, senão a melhor, uma das melhores sessões de cinema que tive a oportunidade de presenciar.

Para começar, considero totalmente injusto enquadrar Cavaleiro das Trevas como um filme de super-heróis. Se assim fosse, ele seria de longe, o melhor deles. Mas acredito que o filme vá além das adaptações dos quadrinhos, e se torna algo mais profundo, denso e memorável. O novo Batman não é uma história de heroísmo ou de caras desajustados com cueca por cima da calça, não mesmo. A nova aventura de Bruce Wayne é uma história de pessoas, medos, vontades, batalhas interiores e tudo isso mostrado com uma tridimensionalidade tão crível, que é fácil esquecer que a trama gira na briga entre Batman e Coringa, e por momentos me fez pensar que a batalha era do protagonista contra si mesmo. Contra seus ideais e contra a cidade, que o amava como herói quando precisava, e o descartava assim que a coisa parecia ficar complicada demais.

“A noite sempre parece mais escura logo antes de amanhecer. E acreditem: o amanhecer está próximo”. Com essa frase, o personagem Harvey Dent mostra um pouco do peso e do egoísmo da cidade corrupta que é Gothan City. Dent é o exemplo perfeito do personagem que evolue de um extremo ao outro do começo ao fim do filme, como muitos personagens jamais conseguiram em trilogias inteiras. Todos sabiam que Harvey Dent ia se tornar o viláo “Duas Caras”. Mas confesso que de início, não consegui imaginar como isso aconteceria, já que ele era pintado como o cavaleiro branco de Gothan e tão incorruptível numa cidade tão podre, que as reviravoltas na trama provam que até o mais correto político, pode viver o suficiente para se tornar o grande vilão.

Por mais estranho que pareça, não vou sequer citar o vilão Coringa nessa minha crítica pessoal. Não por que ele não mereça, e sim pelo contrário: tanto merece que deixei para fazer um post mais tarde apenas sobre esse aspecto do filme.

Para fechar essa resenha e contextualizar minha afirmação de que Batman - O Cavaleiro das Trevas é além de um filme de super-herói, e sim uma trama sobre pessoas e tudo que envolve cada uma delas singularmente, vou falar um pouco do Bruce Wayne. O herói impressiona em todos os sentidos. Não porque ele é o vigilante solitário de Gothan, e sim por um lado que nunca tinha sido visto ou explorado, nem mesmo com tanto afinco assim, em sua estréia em Batman Begins. Dessa vez, o diretor mostrou o lado humano, explosivo e inexplorado de um personagem. Um Bruce Wayne que encontra suas forças ao colocar uma máscara, mas que vive uma crise de julgamento sobre o que é certo e o que é errado. Seja como Bruce ou como Batman, o personagem começa a sentir o peso da responsabilidade que o símbolo que ele representa pode ser, um fardo que ele nunca pediu para ter, quando pessoas começam a morrer todos os dias enquanto ele não revelasse sua verdadeira identidade. Preservar seu segredo e continuar salvando milhões ou mantê-lo por um bem maior enquanto inocentes morriam diariamente?! É por esse e outros motivos que Batman é uma história sobre seus personagens. Todos os medos, inseguranças, planos e dúvidas que existem a todo instante em uma pessoa normal, como eu e você, estão a flor da pele em cada segundo do longa, mostrando que não basta vestir uma armadura de Kevlar a prova de balas, se seus ideais não forem tão rígidos como uma rocha e que não se pode intimidar os inimigos, quando nem mesmo o grande salvador da nação que se tornou o símbolo do Batman, não puder intimidar e vencer seus próprios demônios.

Talvez a perfeição seja demais para qualquer tipo de classificação, seja de um filme, um game ou qualquer outra coisa. As falhas existem, mas o que se vê em Batman - O Cavaleiro das Trevas é algo que se torna tão superior a qualquer deslize em outros aspectos, que arrisco a dizer, agora passado a empolgação inicial e extase que o filme me deixou, que se não é perfeito, chega o mais proximo disso que uma produção cinematográfica pode chegar.

PS: Crítica em homenagem ao meu amigo Pedro Cardoso, que já me alertou sobre o que eu possivelmente encontraria no cinema, e provou que não acertou. Foi bem mais do que ele disse e eu esperava! Aliás, confiram a ótima crítica que ele fez no dia do lançamento e descubram porque eu acesso o Receita de Sucesso todo santo dia ^^

[Crítica] Um robô carisma. WALL-E

4
Julho
2008

A Pixar possui um dom incrível. O dom de fazer filmes bons e atraentes a todo tipo de público que goste de rir e se divertir. Eu nunca vi um filme ruim deles, então deixe eu listar algumas animações produzidas pelo estúdio, só como exemplo.

1.       WALL-E

2.       Toy Story

3.       Ratatouille

4.       Os Incríveis

5.       Procurando Nemo

6.       Vida de Inseto

7.       Carros

Preciso dizer algo mais?

Como você percebeu, o primeiro da lista é o novo filme que chegou no Brasil dia 27 de Junho. Um filme que conta sobre um pequeno robô que por algum motivo é um dos poucos que restaram numa Terra completamente devastada e cheia de lixo humano, num tempo quando os seres vivos fugiram para o espaço e o protagonista cuida para tornar nosso querido planeta em um local habitável novamente.

Só pelo design do personagem o filme já levaria muito crédito. Um robô de 60 cm de altura, velho e acabado, porém que expressa emoções de uma forma leve e perfeita.

Depois de muitos anos sozinho, o carismático e atrapalhado WALL-E presencia a aterrissagem de uma nave, que desembarca no planeta uma robô nova, top de linha, com linhas finas e delicadas (porém com um poder de fogo impressionante). Essa robô parece estar buscando por algo, porém WALL-E influenciado pelos filmes antigos que assiste todo dia no seu iPod parece criar sentimentos pelo novo ser animado que passeia pela Terra, e acaba virando amigo de EVE, a robô.

Depois de muito tempo juntos WALL-E apresenta diversas coisas existentes no nosso planeta (o robô coleciona diversos artigos que ele encontra no lixo), dentre elas uma pequena plantinha, algo raro no ambiente nocivo a vida a sua volta. EVE ao ver a planta parece ficar louca, guardando o ser heterótrofo dentro de seu corpo e entrando em modo de espera. Nosso amigo robô fica devastado pelo desligamento de sua amiga.

Semanas mais tarde uma nave volta em busca de EVE, WALL-E se infiltra e vai junto numa viagem espacial que termina em um reduto seguro onde os humanos se escondem esperando um dia que seria possível retornar. Mais ai cabe a você assistir o filme e descobrir seus segredos.

Só que eu preciso voltar a falar sobre como é incrível as cenas de comédia, a transmissão de emoções… Um grande filme em cartaz que vale a pena ser visto, com quem quer que seja.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=5e16U8UsT4I[/youtube]

[Na Fila] Agente 86

1
Julho
2008

Sabe aqueles filmes que caiariam como uma luva a sessão da tarde? Ou melhor, visualizem uma noite de sábado de muito frio, onde a preguiça e o clima adverso não te encorajam a ir até a locadora, e sem querer, você vê a chamada de Agente 86 para depois de Zorra Total…Está ai o cenário perfeito para contemplar essa nova produção de Hollywood. Será que peguei pesado? Acho que não e, para explicar essa minha idéia, tenho que contextualizar com um pouco da história do longa.

A trama é dirigida por Peter Segal (Como se fosse a primeira vez) e se baseia na história de Maxwell Smar (Steve Carell), um rapaz imbelicizado, mas, profundamente competente naquilo que faz. Ele trabalha em uma agência secreta do governo denominada “Controle” e seu sonho é se tornar um agente de campo. No meio dessa intempérie, nosso amigo  conhece a agente 99(Anne Hathaway), com isso, essa relação de extrema necessidade ambígua toma  frente do enredo. Devido a uma perspicácia do destino, Max (Jeito carinhoso) se torna um novo integrante da equipe de agentes especiais e, junto com a número 99,  partem em uma missão perigosa, na captura dos homens da organização inimiga intitulada  de K.A.O.S..

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4PK7RSEzP9Q[/youtube]

O filme é baseado em uma série dos anos 60. Repetir todo o sucesso alcançado nessa época será muito difícil. Essa transposição de série pára longa é muito difícil. Em muitos pontos (eu acho que quase todos) eu prefiro a original. É claro que em termos de aperfeiçoamento tecnológico das cenas, e visual, não existe comparação cabível. Mas vamos por partes…

Uma coisa é fato: Os atores, realmente, são de tirar o chapéu. Steve Carrel dá um show. Desde que assisti Vigem de 40 anos, vi que esse cara era espetacular. Parece que o papel nasceu para ele. Cada gesto e expressão nascem de uma forma muito casual, quase que natural. Com certeza é a melhor surpresa do filme. Anne Hathaway está muito instigante. Suas curvas maravilhosas são exploradas a fundo em algumas cenas e, com certeza, ela dança muito bem. Uma aparição muito engraçada fica por conta de Bill Murray como agente na árvore. Caricato e profundamente competente, torna essa pequena ponta em algo memorável.

Os efeitos estão medianos. Nada de muito impactante está presente no decorrer das cenas. Particularmente achei muito artificial a cena das aberturas de portas. Posso parecer contraditório, pois logo no começo disse que não se compara com os aspectos técnicos, mas, vou explicar: Comparar  os efeitos de hoje, com os anos 60 é covardia não é?

No conjunto final da obra temos um filme bem médio. Não podemos dizer que essa adaptação foi um tremendo fiasco, mas , da mesma forma, não pe uma grande maravilha. Tenho uma sensação de que quando estiver passando na sessão da tarde, eu assistirei novamente. Esperem sair Batmam - o Cavalheiro das trevas para irem ao cinema.

Get Smart
EUA, 2008 - 110 min
Ação / Comédia

Direção:

Peter Segal

Roteiro:

Tom J. Astle e Matt Ember

Elenco:

Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne Johnson, Alan Arkin, Terence Stamp, Masi Oka, Dalip Singh, Bill Murray

A nova revolução dos pais de Matrix - Speed Racer

27
Maio
2008

Entre tantas coisas novas no cinema, Speed Racer pode se tornar algo mais impressionante, inovador, ou até mesmo épico. Mas ainda não é. Podemos dizer que, mais uma vez, os diretores e roteiristas, (mais conhecidos pela trilogia de Matrix e V de Vingança) Andy Wachowski e Larry Wachowskideram deram início ao uma nova saga, cheia de novidades e misturas peculiares.

O enredo em si é muito bacana, e conta a história de Speed (Emile Hirsch), um garoto aficionado por corridas que, em todos os momentos sonha em se tornar o rei das pistas. O menino tem o irmão mais velho Rex como ídolo e é nesse ponto que a trama se desenvolve. Após o sumiço e morte o irmão, Speed se ocupa em honrar o nome da família e se torna um piloto muito perspicaz. A família respira velocidade. Seu pai (John Goodman) é o projetista e mecânico chefe, a mãe (Susan Sarandon) é sempre carinhosa e organizada. Tem ainda o irmão mais novo (Paulie Litt) o mecânico ajudante Sparky (Kick Gurry) e sua namorada Trixie (Christina Ricci). Uma sacada bem interessante é o macaquinho Zequinha, que sempre acompanha o irmão mais novo nas suas mini-aventuras. Um medo terrível sempre assolou os Racer: Patrocínio. Com isso, a proposta de uma grande empresa para tal, transforma a vida dessa excêntrica família em um caos.

O texto foi muito bem encaixado e não se torna repetitivo. Uma linha tênue entre fantasia e realidade é a grande temática proposta. Um dos pontos altos, e mais emocionantes, e a aparição do misterioso corredor X, interpretado por Matthew Fox, mas, esqueçam o indomável Jack de Lost, aqui ele é mais misterioso centrado do que na série televisiva.

Existe uma mistura interessante entre o Clássico e o novo. Em várias situações identificamos objetos, ou sinais de épocas que não condizem com a vivida ano filme. Parece algo como o Filme Brazil de Terry Gilliam, onde essa junção é muito evidente.A mistura de cores fortes e sobreposição de luz é algo fenomenal. O filme é muito colorido, cheio de vida, e nos transporta para um mundo voltado para a fantasia. As corridas transmitem uma sensação verdadeira de velocidade, e repentinamente, somos transportados para sua essência.

Já falei muito bem de muitos aspectos. Chegou a hora de apontar alguns defeitos.(disse certo, alguns!!!)

Muitas vezes tive uma impressão exagerada de que o que estava assistindo na tela era a apresentação de um novo jogo de videogame. Tudo em exagero pode representar algo supérfluo. Senti tudo isso várias vezes. Parecia que poderia “plugar” meu controle e sair jogando a qualquer minuto. Essa noção exagerada chega a irritar, colocando de lado, tudo aquilo que a história pode representar. Outras horas, o filme Tron (1982) não me saia da cabeça. As corridas lembram muito essa produção da Disney, e os efeitos acompanhavam nesse sentido. Evidenciando que não estou discutindo a qualidade, mas a forma de apresentação.

Tudo bem que E o Vento levou tinha 4 horas e meia, mas as mais de 2 horas de duração cansam a visão de qualquer um. Sentar perto da tela pode ser um “quase” suicídio mental. Dói os olhos e a cabeça, pois as cores (incessantes) explodem metaforicamente transtornando sua visão.

Muita coisa boa, outras nem tanto mas, no saldo final, temos um bom filme para diversão despretensiosa. Pode ser considerado um ótimo passeio de final de semana com a família, ou quem sabe uma distração para um dia estressante. Agrada e pode significar uma nova maneira de percepção cinematográfica. Mas isso, só o tempo vai dizer.

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=tO2jcwgIi8o[/youtube]

Locação: Encurralados

26
Maio
2008

Pois é, me chamem de vagabundo, mais voltar de feriado prolongado é terrível na hora de escrever novos posts (trabalhar, ir na faculdade…). Eu estava quase imitando o Dimitri até perceber que meu fim de semana não teve nada de especial que pudesse interessar aos leitores, então o jeito foi ligar o PC e começar a percorrer a internet atrás de novidades que tenham ocorrido no resto do mundo que não teve feriado na quinta passada.

Só que não tem muita coisa na internet, então vou me usar de um filme visto no fim de semana pra uma análise e um “warm up” pra semana que virá.

Se importam se eu usar uma linguagem mais coloquial? Não né… eu sei que vocês entendem a situação.

Na praia eu tive a experiência de assistir “Encurralados” (Butterfly on a Wheel, 2006) com um grupo de amigos. O detalhe que mais chamou atenção e despertou piadinhas internas é o fato de que este não é um filme para se assistir com namoradas, esposas e afins. Não vou entrar em detalhes já que isso seria um spoiler, só aceitem minha dica e não assistam com suas companheiras.

O filme conta a estória de um casal que deixa a filha em casa com uma babá e saem para cumprir suas responsabilidades. No meio do caminho um terceiro homem que estava escondido, salta do banco de trás do carro com uma arma e anuncia um tipo de seqüestro. O casal se vê obrigado a ligar para seus chefes e amigos dizendo que não poderão cumprir seus combinados no presente dia com uma desculpa qualquer. O seqüestrador ainda conta que mantém a filha dos dois como refém caso eles tentem alguma gracinha.

No decorrer do filme, o “cara mal” fala que os protagonistas terão que obedecer a uma série de tarefas durante 24 horas e após isso poderão fugir e encontrar a filha, caso contrario eles nunca mais veriam a menina novamente. “Dizem que os pais fazem tudo pelos seus filhos. Eu só quero ver até onde vai essa afirmação”, e são com essas palavras que começa o terror psicológico que segue durante a película.

Obviamente que durante a ação eles tentam escapar e uma série de outras coisas, que dão base para um desfecho bem divertido, com duas reviravoltas especiais. Além disso tudo, aparentemente o seqüestrador sabe absolutamente tudo sobre a vida de suas vitimas, incluindo a quantia exata em dólares que eles possuem no banco e diversos outros detalhes que servem ainda mais para aterrorizar ambos

Principalmente pela temática de ver até onde os seres humanos conseguem ir, realizando tarefas imbecis com um propósito de se salvar ou salvar quem ama, se utilizando da maneira que as vitimas vivem e sabendo detalhes de suas vidas pessoais, o filme me lembrou da filosofia por trás do primeiro “Jogos Mortais”, só que tirando a parte de terror e sadismo e colocando em seu lugar um lance mais psicológico.

Interessante, prende a atenção, e com um final meio clichê porem divertido. Ótimo para quando não se tem mais nada para fazer. Vale a locação…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bWT5DJPM0Sc[/youtube]

Três mulheres que lutam pela Vida

25
Maio
2008

Existem filmes que são rodados exclusivamente para nos fazer chorar. Outros, escolhem uma linha mais tênue, onde o sentimentalismo se espelha nas personagens e, ao decorrer da história, nos tornamos parte dela. Esse é o ponto chave para um bom drama. Aquela lágrima perdida no rosto, permanece intacta até os letreiros finais.

Explanar sobre esse tema é muito complicado. Perderíamos dias e mais dias para chegar a um senso comum e, com certeza, não seria definitivo. Assisti um documentário maravilhoso que une de uma forma complexa tudo o que a de melhor na dramaticidade. O seu nome é: “A Pessoa é para o que nasce”. Confesso que não dei atenção necessária ao nome da película (erro crucial, pois só aí, já é um momento de reflexão) e, às cenas de abertura, fui relapso e desatento. A partir do terceiro minuto, entendi a profundidade da discussão. Entrei nesse mundo pouco conhecido por mim, vislumbrei três ceguinhas cantoras do nordeste que lutam pela sobrevivência.

A cada corte, uma lição desesperada de vida toma conta da situação. Desafios, desilusões e acima de tudo, simplicidade, são as características mais evidentes no filme. Senti cada angústia e sorriso das personagens como se fossem meus. Quando subiram os letreiros indicando seu final, uma sensação de tristeza tomou conta de mim, ponto muito característico de boas produções.

Vale muito a pena conferir e prestar bastante atenção nessa trilha sonora rica em detalhes e explícita em cultura nacional.

Ficha técnica:
Título Original: A Pessoa é para o que Nasce
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: TV Zero
Direção: Roberto Berliner
Roteiro: Maurício Lissovsky
Produção: Jacques Cheuiche e Leonardo Domingues
Música: Hermeto Pascoal
Fotografia: Jacques Cheuiche
Edição: Leonardo Domingues

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=18A-H-n2j4Y[/youtube]

Na Fila: Quebrando a Banca

14
Maio
2008

Quem nunca sonhou em ficar milionário nos grandes cassinos de Las Vegas?

Até o mais comportado fica impressionado com a riqueza e aquele monte de Slot-Machines brilhantes nos corredores.

Existem filmes de comédias nesses lugares (Férias Frustradas em Las Vegas), filmes que assaltam esses reinos das cartas (Onze Homens e um Segredo), e filmes que usam a magia das cartas para basear um estória impressionante. E esse é o tipo de filme de “Quebrando a Banca” (”21″ no original em inglês).

Aqui nós acompanhamos a vida de Ben Campbell, um aluno do ensino médio americano prestes a ingressar em uma das melhores Universidades do mundo, Harvard, e ainda por cima no curso de medicina. Infelizmente Ben vem de uma família pobre que não tem como bancar 300 mil dólares pelos 4 ou 5 anos do curso.

Desesperado por possuir uma mente brilhante barrada pelo seu baixo poder aquisitivo, o protagonista tenta adquirir uma bolsa de estudos, onde apenas um aluno entre os 76 candidatos ganha o direito de freqüentar as aulas totalmente de graça. O problema é que como todos possuem currículos igualmente impressionantes, Ben precisa de uma história de vida que impressione o professor que ira conferir a bolsa de estudos. E essa história ganha vida na Cidade do Pecado.

Um dia o professor Micky Rosa percebe a incrível capacidade matemática que a mente de Ben desenvolveu e o convida para um seleto grupo de cinco alunos que treinam códigos de comunicação não verbal e a técnica de contagem de cartas para dar o golpe nos grandes cassinos e “quebrar a banca”, que significa ganhar todo dinheiro possível na mesa de apostas.

Obviamente os cassinos possuem sistemas de identificação desses “trapaceiros” (entre aspas pois contar cartas não é proibido por lei, porém é mal visto no mundo das apostas por prejudicar todos os jogadores), e isso confere no decorrer da trama um problema muito sério à gangue de alunos super dotados do Professor Micky Rosa.

Um filme descompromissado e ótimo para mostrar a hight-society de Las Vegas e seus hotéis e cassinos luxuosos, com uma trama interessante e no ritmo certo, com perseguições, genialidade, e aquele velho conto do “mocinho nerd que termina com a gata do pedaço”, como já vimos desde muito tempo. Quem se esquece do final onde Daniel-san, nerd aloprado, termina como vencedor em artes marciais e com a menina prometida? É quase isso, só que cassinos ao invés de Dojos e contagem de cartas ao invés do golpe da garça.

Competência e Qualidade Juntas na obra de Gil Vicente

2
Maio
2008

gil vicente topo

Teatro é uma coisa louca mesmo né? Ontem tive o grande prazer de assistir a peça Inês, Gil Vicente por ele mesmo, no teatro Ruth Escobar localizado no centro de São Paulo. Partindo de um pressuposto que Gil Vicente era gênio, fica muito evidente, no mínimo, que eu iria ser contemplado com um bom Texto. Graças aos céus foi muito mais que isso!

Adaptado e “traduzido” do original em português arcaico, o texto trancorre com uma maestria absoluta, mesclando graça e história a todo momento. Piadas bem encaixadas e uma velocidade quase que alucinante, moldam todo o contexto dessa obra.

Os atores são um caso a parte. Experientes, técnicos e, acima de tudo, extremamente talentosos unem tudo o que é mais precioso dentro de um espetáculo. Personagens memoráveis toma conta de todo enredo, criando uma incrível sensação de foram feitos para esses papéis. Desde o primeiro minuto não é possível desgrudar oa olhos do palco. A música (ao vivo) do grupo Palanco transforma essa atmosfera em algo único na vida.  Tenho a completa certeza que vale muito a pena conferir esse espetáculo. Com todos seus detalhes primorosos é inquestionável a competência do grupo em transferir para  a platéia toda a magnitude da obra.

Mais informações sobre o grupo e seus eventos http://www.ciadosicones.com.br/page010.aspx

Em cartaz

Teatro RUTH ESCOBAR - Sala DINA SFAT
Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista - São Paulo/SP
(próximo ao cruzamento da AV. Paulista com a AV. Brig. Luis Antônio)
Tel: (11) 3289-2358

Período: de 13 de março a 26 de junho, quintas-feiras, às 21hs

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) -

az  R$ 20,00 (meia)

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=fr2Hp5dkf68[/youtube]



Reservas antecipadas e/ou pacotes especiais para grupos: (11)5531-6347

Homem de Ferro em filme que supera expectativas

1
Maio
2008

Quando Hollywood descobriu que filmes de super heróis eram um retorno quase garantido, nossos cinemas foram inundados de homens vestidos de roupas espalhafatosas e combatendo o crime. Alguns filmes deram certo, como foi o caso do Homem-Aranha, e alguns são sinônimos de desastre até hoje (três vaias para O Quarteto Fantástico). E no meio de tudo isso, aparece mais um filme, cheio de grandes promessas para os fãs, e recheado de efeitos especiais. Essa é a história do Homem de Ferro!

Logo no começo do filme você já cai no meio da ação. Tony Stark é o grande lorde da indústria de armas dos Estados Unidos da América. Gênio desde criança, ele herdou o legado de seu pai na fábrica de armas mais poderosa e rica de todo mundo. Vivendo naquela vida que apenas o dinheiro e o poder podem oferecer, Starks pode ser considerado o cara mais feliz com a vida que tem, até que no meio de uma “excursão” a um centro de guerra americano para demonstrar sua nova super-arma, o comboio de Tony é atacado e ele mesmo é alvo de uma de suas próprias armas.

Tony acorda dentro de uma caverna, com uma bateria de carro ligada ao peito. Por pouco ele não encontra a morte vinda de um de seus próprios produtos. Pouco tempo depois de acordar, um dos chefes locais vai até Tony e lhe diz que se ele quiser viver, ele devera construir sua nova arma para eles.

Usando-se da tecnologia limitada, Tony consegue (enganando seus seqüestradores) construir uma fonte de energia para seu corpo e uma armadura desengonçada e altamente armada para fugir. Tendo êxito, Stark consegue retornar aos EUA, e após ver o mal que sua empresa causa a sua própria pátria ele resolve fechar a fábrica, e com isso é afastado de seu próprio império. Com esse tempo extra em mãos, na sua oficina ele consegue arrumar tempo para seu novo hobby, construir super-armaduras, resistentes e praticamente tudo, que voam e tudo mais.

O filme é repleto de cenas de ação e de efeitos especiais. Iron Man, diferente da maioria dos super-heróis anteriores não parece ser feito no computador de tão realística que sua armadura vermelha e dourada, dando um aspecto ainda mais incrível ao filme.

Se só o enredo e os efeitos especiais não fossem o suficiente, o filme ainda conta com cenas de comédia que não forçam a barra e são realmente engraçadas, além da moral por trás do filme, que envolve guerras e seus efeitos em todas as sociedades humanas.

Altamente recomendado, Iron Man é o melhor filme de super-heróis produzido até hoje para os cinemas e não deveria ser ignorado nem pelos mais céticos do gênero. Prepare sua pipoca e refrigerante, já que esse mundo Marvel está apenas começando (ou você acha que não vão existir inúmeras continuações?)

Eventos no SESC - Japão e Cinema

31
Março
2008

Tokyo

Hoje a imagem de topo pode parecer estranha, porém o e-Zone no último fim de semana também foi “passear” pela avenida Paulista, no coração de São Paulo, onde o Sesc esta promovendo dois ótimos eventos, totalmente grátis, para todos que visitarem o local.

Vou começar falando sobre “Colateral 2″, uma exposição de ‘curtas’ que ocupa dois andares do prédio. Exibindo diversos curtas-metragens premiados ao redor do mundo. O visitante pode ver grandes obras, como “The Jungle Book Project”, onde o diretor usa o filme Disney, “Mogli”, e da a cada personagem uma dublagem em línguas diferentes, tentando passar a idéia da globalização e efeitos da mesma na população. É interessante ver a confusão que se da na tela quando 3 ou mais personagens resolvem conversar cada um em sua língua, chega a causar confusão mental, sério.

Um dos filmes mais interessantes de se ver chama “Aiwa to Zen”, no qual a diretora usa um vocabulário de 150 palavras japonesas conhecidas internacionalmente (além de nomes de personalidades) para montar uma história sem nexo, onde os participantes interagem com um limite muito pequeno de vocabulário, que além de tudo foi inspiração para um resenha feita pelo meu amigo André Sato, que segue a seguir:

“A idéia do vídeo da alemã, Candice Breitz, é voltado para o humor de esteriótipos japoneses num para­doxo das relações entre humanos no mundo, a comu­nicação e a cultura que se expressam também com palavras perdidas e sem nexo.

O que me atraí nesse curta de 11 minutos é principal­mente a ousadia, lidar com esteriótipos é sempre uma questão muito ousada, pois facilmente pode cair no preconceito e na ignorância.

Porém toda essa ousadia é equilibrada visualmente, com uma câmera fixa frontal que formam várias cenas curtas, tornando o aspecto do vídeo inocente, simples e sem maldade para lidar com esse esteriótipo.”.

No mesmo prédio também é possível conferir a exposição “Tokyogaqui“, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

A exposição toma conta de mais dois andares do SESC, com temáticas extremamente diferentes. O 5º andar é voltado a cultura pop, com concurso de Cosplays, Vídeo Games, máquinas de PUMP, Karaokê, exibição de animes e diversas outras atrações (e é com certeza o andar mais lotado do prédio, cheio de jovens se aproveitando da “diversão grátis”, já que lá não se paga para nada, só pra comer).

Subindo para o 9º andar você se encontra num andar muito mais escuro e sem sons altos, voltado a homenagear os 101 anos do artista Kazuo Ohno, que introduziu a arte Butoh no Brasil. Sendo Butoh (ou Butô), a mistura entre dança e teatro que surgiu no Japão pós-guerra em 1970. Criada por Tatsumi Hijikata em 50, o butoh é inspirado no movimento impressionista alemão, numa personificação dramática dos artistas junto a movimentos de dança.

Por isso fica a dica de dois eventos muito bem recomendados que estão acontecendo na Avenida Paulista, nº 119, próximo a estação Brigadeiro do metrô.

Tokyogaqui vai até o dia 04 de Maio

Colateral 2 é até dia 30 de Maio

Fotos dos eventos:

AstroboyCantoCahveirosLivroRosaBola MetroPower RangerPerformanceElevadorArte Butoh

Teletransportando com estilo em Jumper

31
Março
2008

Um garoto de 15 anos descobrer ter um incrível poder de se teletransportar. O que você faria?! Se você respondeu algo envolvendo banheiros ou vestiários femininos, você é mais sacana que David, o protagonista do thriller de ação e ficcção cientifica que estreou sexta-feira nos cinemas.

Se você espera ler uma longa e chata crítica feita por um especialista em cinema, dançou porque aqui tudo vai rolar rápido e direto ao ponto.

David desenvolve esse poder e invés de satisfazer suas fantasias sexuais como o proprio filme sugere, ele resolve fugir de casa e roubar bancos. Numa manhã, surfa no Hawaí, come algo em Paris e vai curtir um pôr-do-sol do alto da Esfinge. Mas a coisa começa a complicar quando os chamados Paladinos, que são pessoas que simplesmente caçam os Jumpers, começam a caçá-lo pelos quatro cantos do mundo.  É isso.

O filme fez muito auê na mídia e até colocou em seu cartaz que é do mesmo diretor de Indentidade Bourne, e isso fica claro o filme todo. As cenas são de tirar o fôlego, e se você não estiver vendo com o máximo de atenção, vai se perder entre um teleporte e outro, já que os cortes de cena são ágeis e rápidos como a ação do filme dita que será do começo ao fim.

Não que Jumper seja um filme ruim, mas ele cansa logo. As cenas começam a acontecer todas de uma vez e chega um momento que a ação parece fugir dos trilhos, e logo em seguida ela é quebrada de vez com a melação de Millie, interesse romântico de David na história com a atuação de grupo teatral escolar de Rachel Bison. Já as cenas com o personagem Griffin, que dá show nos 2 protagonistas e ainda tem o teletransporte, são simplesmente fantásticas e imperdíveis.

Como um filme de ação para curtir, vale o ingresso sem pensar duas vezes, mas já para quem esperava uma ficção estilosa nos moldes de Matrix pode se decepcionar. A história simplesmente ignora o fato de exatamente como esses tais Jumpers adquiriram seus poderes e ou sequer explica quem são os Paladinos e porque eles caçam os Jumpers e os matam. Tudo parece girar em torno das cenas, da ação e das mais belas e diferentes paisagens ao redor do mundo, quando o roteiro parece cair para um segundo plano onde quase ninguem deveria reparar que ele existe, e assim não ver suas falhas ou o quanto ele é raso e sem propósito além de proporcionar 90 minutos de tiros, lutas, coisas explodindo e voando a todo instante.

Ah! Em minha birra pessoal e intransferível, eu até ignoraria o problema de falha na história sem objetivo, mas como é um filme com Hayden Christensen, a coisa fica mais chata ainda. O cara simplesmente não sabe atuar e outra coisa: foi só eu que não reparei como a voz dele é fina e irritante enquanto ele era o Anakin?! Ainda bem que pra compensar o badboy tiozão do Samuel L. Jackson tá lá pra salvar o lado artístico da coisa toda. Menos mal.

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10.000 AC, a lenda olhos azuis e um grande clichê

20
Março
2008

 

Uma grande produção tem como pressuposto: Gigantescos orçamentos, e futuramente, boas bilheterias. Para que tudo isso se confirme, temos que englobar vários fatores, como bons atores e diretores, uma equipe de marketing convincente, e a pré-disposição do mercado para aceitar seu filme.

O nome na indústria do cinema diz muita coisa. Um bom diretor pode significar o retorno do sucesso garantido. Além disso, a produção e toda sua parafernália, conduzem a torto e a direita os caminhos serem seguidos e as estratégias de lançamento. Analisando todos esses pontos de vista, imaginamos que quaisquer longas, que possua todas essas características são dignas de Oscar. 10000 AC é um grande exemplo de filme que, tem tudo para dar certo, e se perde em alguns Clichês Básicos. O enredo é bem montado, e conta a história de Leah (Steven Strait), jovem caçador de uma tribo que foi abandonado pelo pai, e de Evolet (Camilla Belle), sobrevivente de um ataque mortal na tribo vizinha, acolhida desde então, seus olhos azuis chamam a atenção para uma antiga lenda, onde o futuro da tribo pode estar por um fio. Quando Evolet é raptada, começa uma busca desesperada pelo deserto pré-histórico para salvá-la.

Analisando pelo lado da lenda, o filme cumpre muito bem seu papel. Em certos momentos, uma sensação nostálgica toma conta dos sentimentos de quem assiste, dando um certo tom de historinha de criança. As cenas são bem rodadas, com características marcantes e um profundo tom azulado na fotografia. Mas história de amor entre Leah e Evolet, acaba se tornando bem forçada. Digo isso pois com a direção de Roland Emmerich, resquícios de “Independance Day”, e suas uniões amorosas pipocam a todo o momento, com um certo tom “novela das oito”.

Entre os atores, atuações convincentes são decorrentes tanto dos protagonistas e coadjuvantes. Com cenas bem sólidas, a construção do enredo fica a margem de uma boa nota. Os efeitos visuais não chegam a impressionar, são bem moldados e não apresentam falhas. Em uma grande tomada, bem no fim do filme, fica bem nítido todo o trabalho dos programadores, que reconstruíam toda a arquitetura daquela época. A fotografia do filme, como disse antes, é boa mas, em certos momentos esse tom azulado se torna muito cansativo, deixando a cena muito escura, escondendo um pouco os pequenos detalhes e muitas vezes confundindo o espectador.
Analisando pontos bons e ruins, chego a conclusão que 10000 AC é um filme Bem médio. Em muitos momentos, aspectos bem Clichês do cinema americano ficam evidentes tais como: Um casal que sempre busca o amor verdadeiro, um sábio que ensina tudo ao aprendiz, uma oratória perfeita do incrível guerreiro, que une povos que sequer falam a mesma língua, e por ai vai. Essas características são muito evidentes nos outros filmes do diretor, e tornam esse longa em algo muito comum, baseado apenas na força da lenda e do dinheiro da produção da Warner.

10000 Ac é dirigido por Roland Emmerich

Estrelando: Camilla Belle, Steven Strait, Cliff Curtis, Omar Sharif, Reece Ritchie, Suri van Sornsen, Tim Barlow.

Gênero: Aventura

Tempo: 109 min.

Lançamento: 07 de Mar, 2008.

Classificação: 12 anos

Distribuidora: Warner Bros Pictures

Nota: 3 E´s (regular)

 

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