Batman - O Cavaleiro das Trevas. Why so serious?! |
por Dimitri Robles

Existem filmes que empolgam, fazem pensar e vão além fazendo com que qualquer um se sinta um verdadeiro crítico de cinema, apenas para passar para outras pessoas, nem que seja apenas uma pequena parte, da sensação que aquele filme específico te presenteou. Não quero ser um crítico, até porque quem faz isso (e faz com estilo e maestria) é nosso Rodrigão em suas críticas únicas e arrebatadoras. Mas com o novo filme do Batman - O Cavaleiro das Trevas, seria quase uma omissão imperdoável ocultar minha opinião dessa que foi, senão a melhor, uma das melhores sessões de cinema que tive a oportunidade de presenciar.
Para começar, considero totalmente injusto enquadrar Cavaleiro das Trevas como um filme de super-heróis. Se assim fosse, ele seria de longe, o melhor deles. Mas acredito que o filme vá além das adaptações dos quadrinhos, e se torna algo mais profundo, denso e memorável. O novo Batman não é uma história de heroísmo ou de caras desajustados com cueca por cima da calça, não mesmo. A nova aventura de Bruce Wayne é uma história de pessoas, medos, vontades, batalhas interiores e tudo isso mostrado com uma tridimensionalidade tão crível, que é fácil esquecer que a trama gira na briga entre Batman e Coringa, e por momentos me fez pensar que a batalha era do protagonista contra si mesmo. Contra seus ideais e contra a cidade, que o amava como herói quando precisava, e o descartava assim que a coisa parecia ficar complicada demais.
“A noite sempre parece mais escura logo antes de amanhecer. E acreditem: o amanhecer está próximo”. Com essa frase, o personagem Harvey Dent mostra um pouco do peso e do egoísmo da cidade corrupta que é Gothan City. Dent é o exemplo perfeito do personagem que evolue de um extremo ao outro do começo ao fim do filme, como muitos personagens jamais conseguiram em trilogias inteiras. Todos sabiam que Harvey Dent ia se tornar o viláo “Duas Caras”. Mas confesso que de início, não consegui imaginar como isso aconteceria, já que ele era pintado como o cavaleiro branco de Gothan e tão incorruptível numa cidade tão podre, que as reviravoltas na trama provam que até o mais correto político, pode viver o suficiente para se tornar o grande vilão.
Por mais estranho que pareça, não vou sequer citar o vilão Coringa nessa minha crítica pessoal. Não por que ele não mereça, e sim pelo contrário: tanto merece que deixei para fazer um post mais tarde apenas sobre esse aspecto do filme.
Para fechar essa resenha e contextualizar minha afirmação de que Batman - O Cavaleiro das Trevas é além de um filme de super-herói, e sim uma trama sobre pessoas e tudo que envolve cada uma delas singularmente, vou falar um pouco do Bruce Wayne. O herói impressiona em todos os sentidos. Não porque ele é o vigilante solitário de Gothan, e sim por um lado que nunca tinha sido visto ou explorado, nem mesmo com tanto afinco assim, em sua estréia em Batman Begins. Dessa vez, o diretor mostrou o lado humano, explosivo e inexplorado de um personagem. Um Bruce Wayne que encontra suas forças ao colocar uma máscara, mas que vive uma crise de julgamento sobre o que é certo e o que é errado. Seja como Bruce ou como Batman, o personagem começa a sentir o peso da responsabilidade que o símbolo que ele representa pode ser, um fardo que ele nunca pediu para ter, quando pessoas começam a morrer todos os dias enquanto ele não revelasse sua verdadeira identidade. Preservar seu segredo e continuar salvando milhões ou mantê-lo por um bem maior enquanto inocentes morriam diariamente?! É por esse e outros motivos que Batman é uma história sobre seus personagens. Todos os medos, inseguranças, planos e dúvidas que existem a todo instante em uma pessoa normal, como eu e você, estão a flor da pele em cada segundo do longa, mostrando que não basta vestir uma armadura de Kevlar a prova de balas, se seus ideais não forem tão rígidos como uma rocha e que não se pode intimidar os inimigos, quando nem mesmo o grande salvador da nação que se tornou o símbolo do Batman, não puder intimidar e vencer seus próprios demônios.
Talvez a perfeição seja demais para qualquer tipo de classificação, seja de um filme, um game ou qualquer outra coisa. As falhas existem, mas o que se vê em Batman - O Cavaleiro das Trevas é algo que se torna tão superior a qualquer deslize em outros aspectos, que arrisco a dizer, agora passado a empolgação inicial e extase que o filme me deixou, que se não é perfeito, chega o mais proximo disso que uma produção cinematográfica pode chegar.
PS: Crítica em homenagem ao meu amigo Pedro Cardoso, que já me alertou sobre o que eu possivelmente encontraria no cinema, e provou que não acertou. Foi bem mais do que ele disse e eu esperava! Aliás, confiram a ótima crítica que ele fez no dia do lançamento e descubram porque eu acesso o Receita de Sucesso todo santo dia ^^




















Julho 21st, 2008 às 11:50
Obrigado pela citação.
Forte abraço.
Julho 21st, 2008 às 12:03
modo silvio santos off
rsrs
Julho 22nd, 2008 às 5:39
Julho 24th, 2008 às 21:41
Fui assistir na estréia, algo que eu não faço muito.. E, não me arrependi, o Heath tava atuando muito bem nesse filme.. E, os outros tmb xD