A volta dos sprites. |
por Michele Pandini
Se um programador de jogos de 30 anos atrás soubesse que atualmente os videogames seriam máquinas super poderosas capazes de processar milhões de dados e fazer excelentes gráficos nos quais beiram o realismo, ficaria espantado em ver que estamos utilizando essa tecnologia para criar os jogos mais simples.
E quando digo simples é questão de gráficos mesmo. Nossos querido Playstation 3 e 360 são capazes de processar gráficos que as pessoas confundem se aquilo é real ou não. O exemplo mais recente disso é o jogo Mirro’s Edge onde os cenários que o compõem são criados a perfeição da realidade. Mas com toda essa tecnologia em mãos, ainda há empresas em que arriscam no velho e bom 2D com sprites. Acho que o maior exemplo desse tipo de jogo nessa geração é Disgaea 3 da Nippon Ichi. Disgaea é uma saga que se firmou com os elementos do mundo 2D dos games. E na minha mais sincera opinião, tem que ser neles porque o jogo fica muito mais dinâmico assim. Claro que as ceninhas são em desenho animado, mas o jogo graficamente falando é bem simples.
Me lembro muito bem que quando foi lançado o anúncio do PS3 muita gente reclamava achando que o PS3 só ia ter jogos de grandes gráficos e de nenhuma jogabilidade ou diversão. E acho que a resposta está nessa quantidade recém-lançada de jogos onde os gráficos não importam muito. Primeiro (argh!) Megaman 9 onde chegou ao cúmulo de levar os gráficos aos 8 bits de antigamente. Agora também o Disgaea 3. Sem falar nos jogos que você pode comprar online pro PS3 onde todos são bem simples, como Pixel Junk Eden e Rocketman: Axis of Evil. Recentemente foi noticiado para o Wii o novo jogo da Vanillaware, Oboro Murasama Youtouden. Da mesma empresa que produziu o RPG chamado Odin Sphere para PS2, esse jogo além de prometer que vai chutar bundas, seus gráficos são como uma pintura na tela. E em 2D.
Para mim, alguns jogos não deveriam ter saído desse tipo de cenário. Castlevania e Sonic são alguns deles. Eles foram feitos para jogos de plataforma. Tanto que nunca vi um 3D de Castlevania ser tão bom quanto seus antecessores. Mas não há uma fórmula perfeita para todos os jogos. Acho que cabe a cada um encontrar a melhor forma de se expressar. Seja num estilo realístico ou cartunesco, o que importa é entreter seus jogadores.




















Outubro 18th, 2008 às 23:29
Outubro 21st, 2008 às 17:01