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O fim dos exclusivos?

por Michele Pandini

Mais uma vez vemos a notícia de que o jogo abre-alas da Square, Final Fantasy XIII, será lançado para outra plataforma,  o PC. Teoricamente, há um tempo atrás, Final Fantasy era uma linha exclusiva dos consoles da Sony. Parece que não está sendo mais assim.

A Square resolveu chutar a bunda de todo mundo e lançar o seu jogo badass para todos e lucrar o que podia nisso. Leitores, eu não sei vocês sabem o quanto Final Fantasy é amado ao redor do globo. Eu vou dar uma idéia. Junte o público de Metal Gear 4, com o de Halo 3 mais o de Mario. Esse deve ser o público do Final Fantasy. Sabe essas mancadas que o Daniel falou do outro post da Square? Bom, ela dá essas mancadas porque pode. Porque vai ter gente comprando. Porque, não importa o que ela faça, venderá.

Mas claro, isso não acontece porque o público é burro e gosta de sadomasoquismo. É porque simplesmente em cada mancada que a Square dá, ela tem outro jogo fenomenal, sensacional, super tudo para poder manter o status. E por isso os jogos dela continuam e continuarão vendendo.

Agora quando uma empresa do porte da Square começa a anunciar que seus “exclusivos” não são mais para uma plataforma só e o jogo de uma plataforma é o mesmo que da outra, é um grande passo para esse mundo de entretenimento. Os exclusivos até agora foram o que fizeram vender muitos videogames. Eu mesma, caros leitores, comprei um Play 2 porque ele tinha Final Fantasy. Com certeza muita gente comprou o Wii ou Gamecube porque tinha Zelda. Assim é o mesmo para o 360 porque tinha Halo. Mas com esse passo da Square eu vejo que os exclusivos estão acabando.

Claro que não vai chegar ao ponto de God of War ir para o XBOX ou de que Halo vai para o PS3. Esses jogos são da empresa que faz o videogame. Mas agora não vejo sentindo em gastar muito dinheiro em um videogame ou ficar com aquele que tem menos processamento gráfico. Não é mais uma batalha daqueles que tem os melhores games e sim daqueles que tem o melhor hardware e consegue lidar isso ao preço.

Quem lucra com essa história toda? Nós. Agora não precisamos nos preocupar se um jogo que gostamos muito vai sair pro nosso console ou não. Não precisamos gastar rios de dinheiro em um videogame que só tem jogos para ele. No futuro, quem sabe, superar a barreira de cada plataforma e nos jogos online todos jogarem no mesmo server? Como disse, os jogos da própria empresa continuarão para o videogame dela, mas poderemos comparar os estilos de cada jogo, o controle, jogabilidade agora numa ampla diversidade.

Eu não sei como será o futuro com o fim dos exclusivos por empresas third-party. Mas eu quero estar lá para aproveitar cada jogo dele!

Como ser uma empresa legal para os fãs

por Daniel Ferreira

Como todo gamer, eu possuo algumas empresas que mais me satisfazem, e logicamente, aquelas que eu gosto mais. Por muito tempo as minhas empresas favoritas foram a Konami (Castlevania, Metal Gear Solid) e a Square (Final Fantasy, Dragon Quest).

A Square sempre esteve no topo simplesmente por fazer os melhores RPGs do mercado, e sempre foi assim… Até que recentemente por algum motivo ela começou a soltar diversos spin-offs de seus games, em sua grande maioria umas porcarias (Final Fantasy Revenant Wings). E pouco a pouco a imagem da empresa foi ficando manchada. Principalmente depois de Final Fantasy XII, game que eu esperei por anos e depois tive que me obrigar a terminar por ser bem chato em grande parte do tempo (batalhas automáticas, qual é a sua Square!?).

Com isso minha atenção foi começando a se voltar para outras empresas, e aquela que se mostrou melhor dentre todas as outras, com certeza, foi a Atlus. Trazendo diversos games bem divertidos, bem bolados e lotados de inovações (que nem sempre acertam, porém tentam e nunca estragam). Minha vontade de acompanhar Disgaea, Luminous Arc, Shin Megami Tensei, Trauma Center e várias outras séries se tornou imensa.

Eu até escrevi um post sobre Persona 3, e sobre Persona 4, que ainda não lançou e vai sair para PlayStation 2.

E além de tudo isso, dos bons games, boa filosofia e etc, a Atlus ainda consegue ser cativante. Eu assinei a Newsletter dela para receber os Press Releases (faço isso com pouquíssimas empresas), e a cada novo email eu me sinto motivado a comprar games que eu nem pensava em adquirir antes. Sempre trazendo novidades, e SEMPRE se comunicando de forma aberta e próxima ao cliente.

Da uma olhada nesse email que eu recebi:

Resumindo, eles devem ter cometido alguma mancada e o game Izuna 2, vendido pela Amazon, que deveria ir acompanhado de um pôster foi enviado sem o brinde. Ao invés de um recado formal ou um pedido de desculpas ela monta um email com uma imagem típica de fóruns da internet, informa que a culpa não foi da Amazon, implora perdão e diz que já esta enviando o que faltou do pacote em uma encomenda separada para todos os clientes.

Pode ser que esse modo de tratar os clientes seja apenas o meio mais condizente para não perder os mesmos, pode ser escrito de forma falsa só para agradar sempre com segundas intenções, só que para uma empresa ter sucesso ela deve fazer exatamente isso, parecer humilde, ser próxima do consumidor, agradável e ter produtos bacanas. E é tudo isso que a Atlus vem fazendo ultimamente.

Parabéns a eles, sou mais um cliente satisfeito e muito provavelmente suscetível a comprar qualquer tranqueira especial que eles lancem apenas pelo nome da empresa… Como eu era com a Square.

Casamento Gamer…

por Daniel Ferreira

Tem que ter bolo temático!

A “obra de arte” foi confeccionada pela Beth, da doceria Let Them Eat Cake, que é especializada na produção de bolos comemorativos ultra enfeitados, na Costa Mesa, Califórnia.

Eu não sou tão fã de Mario assim, então não estaria apto a gastar algumas centenas de dólares num bolo desse… Isso sendo que o mesmo será consumido em questão de minutos.

Pra falar a verdade, não sei nem como começar a cortar tal coisa.

Mais se fizerem um bolo com o Squall e a Rinoa pro meu casamento, ai sim tá valendo ;D

[NipoZ] Acabando com o mundo em World Destruction

por Daniel Ferreira

[Agora que o site da e-Zone foi ao ar o mais lógico é estreitar o relacionamento entre o blog e o site, então por esse motivo, agora todo filme, anime, banda ou qualquer coisa que seja que tiver cadastro e página própria no site, e for foco de algum post aqui no BlogeZ, a imagem de topo do post vai ser um link para a respectiva página no site, assim qualquer usuário pode colocar o item em sua coleção e ver mais detalhes caso queira ;D]

Agora a moda mais legal para fazer hype em cima de alguma nova criação é disponibilizar o maior número possível de mídias para o mesmo conteúdo. E se o criador do game é japonês, qual são os melhores formatos para fazer o marketing da nova obra? Animes e Mangás, claro!

World Destruction vai ser um game com um objetivo bem diferente dos que estamos acostumados. Nele os “heróis” lutam contra o Comitê para Salvação do Mundo pois eles querem, utilizando um artefato antigo, destruir todo o planeta em que vivem. Seus motivos e propósitos você vai ter que descobrir jogando… ou não!

Com o lançamento do game anunciado para o final de Setembro de 2008, já foi ao ar os primeiros episódios do anime World Destruction. Nele você acompanha Kirie, Morte, Toppy e todos os personagens que farão parte do novo game da Sega em suas aventuras animadas. O enredo promete seguir próximo ao que o game virá apresentar no futuro, óbviamente com um número de detalhes reduzido, focando apenas no aspecto principal da trama.

Os desenhos são bem feitos, e por mais que apenas 2 episódios tenham ido ao ar (o terceiro vai hoje) já demonstra que o título tem capacidade de seguir adiante, provavelmente contanto com cerca de 22 episódios durante toda a série, que é a quantidade comum para esse tipo de anime.

Além disso também serão comercializados mangás baseados no anime, e futuramente chaveiros, bonecos e toda aquela miríade de coisas para agradar aos fãs.

Por isso fique ligado em todos os produtos, principalmente o game, que promete grandes coisas para o Nintendo DS.

Anime Friends. Eu fui!

por Michele Pandini

Eis o motivo da minha ausência essa semana pessoal! Foram mais de 15 horas de busão Brasília/São Paulo para conferir pessoalmente o maior evento de anime da América Latina!

Esse ano o evento foi dividido em duas semanas diferentes com três dias separados para sci-fi e cinco dias para animes e mangás, além de apresentações internacionais no final de cada dia! Infelizmente, a Micha aqui só pode participar da última semana.

O evento foi surpreendente. Apesar de ter sido num local afastado do metrô (o que eu particulamente considero um feito afinal, em Sampa tudo fica perto do metrô), era um dos maiores espaços de convenções que eu já conheci. O Mart Center é um dos únicos locais capazes de receber tantos otakus, geeks, nerds e afins para o evento tão grande como o Anime Friends. E como foi bom ter sido lá! O local contava com vários prédios, locais para sentar, uma imensa área aberta e galpões. Tudo isso muito bem aproveitado pela organização, a famosa Yamato. Cada prédio contava com uma atração diferente por exemplo, havia o prédio de lojas, o prédio de exposições, o prédio para o staff do AF, prédio para o paintball. Enfim, havia prédio pra tudo! O galpão ficou por conta da Level Up!, Conrad, Faculdade de Games, batalha campal, RPG e fanzines. Já o espaço livre entre os prédios foi bem aproveitado como uma área de alimentação, menor que a do ano passado e com preços não muito amigáveis. Dúzias de lojas vendiam praticamente tudo que um otaku poderia comprar.

E havia também os palcos! Eram três palcos sendo um de atrações e bobagens onde as pessoas subiam e faziam a festa nele, outro de cosplay e o principal onde rolavam os shows internacionais. Atrás do palco cosplay era possível conferir a área de ajuda aos cosplays, onde se podia fazer maquiagem, penteado, guardar seus volumes e dar aquele retoques finais na fantasia. O que matou o palco cosplay mesmo foi a Plu. Famosa por já ter apresentado vários Anime Friends, esse ano a Plu não estava em seus melhores dias. Ter que subir no palco por cinco dias e manter a atenção do público é complicado e cansativo mas suas piadas estavam preconceituosas e ela não conseguia a simpatia do público. Ainda bem que havia o outro apresentador, o Kuroda, que conseguiu manter a atenção da galera.

O último dia do AF é conhecido pela superlotação. Esse ano eles conseguiram driblar esse problema, já que o Mart Center era tão grande que nem mesmo 180 caravanas mais o público normal do evento conseguiram lotá-lo. Mesmo assim, houve uma imensa fila na hora de entrar, digna de um certificado “eu enfrentei a fila da AF”. O problema maior foi a falta de banheiros espalhados pelo evento. Para piorar, no último dia o cano de um dos banheiros masculinos estourou, interditando o banheiro e desligando um dos poucos bebedouros.

Enfim, o Anime Friends desse ano foi de arrasar. Não faltava evento ou atração para todo tipo de público, que também era simpático e até organizado, sem maiores problemas de convivência. Os Cosplayers estavam sempre prontos para tirar fotos e mostrar alegria e simpatia com seu trabalho no palco. Staffs estavam por todos os lados atendendo com simpatia, com exceção do último dia que estava estressante mesmo. Mas mesmo assim a maioria manteve o bom humor. Pelo menos os que me atenderam. Se continuar assim, é bem capaz que ano que vem eu volte para mostrar a vocês leitores as confusões e acertos desse evento!

Quando o celular começa a controlar sua vida

por Dimitri Robles

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Você é um viciado em tecnologia?! Eu nem me arrisco a dizer se sou ou não, porque qual louco assume que é louco?! Pois é, já fizemos até um podcast falando sobre isso, e pra variar, não chegamos a conclusão alguma, mas o que importa é o bom papo.

Eu estou apenas enchendo uma linguiça desnecessariamente pra mostrar um vídeo que eu rachei de rir. Vi no Buteco da Net a representação perfeita do geek viciado em seu celular. Esse eu afirmo categoricamente que não sou pois meu celular já foi pras cucuias porque a bateria dele não liga nem 6 horas e eu to nem aí. Massss… isso não significa que não sou humilde ainda e não estarei aceitando doações de IPhones oks?! ^^

Mais dificuldade para você não relaxar

por Daniel Ferreira

Voltando quase 1 mês nos históricos desse blog eu postei sobre o “jogo mais difícil do mundo“, e grande parte dos leitores jogaram. Alguns falaram comigo dizendo que virou questão de honra detonar os 30 estágios, outros desistiram em poucos minutos.

Semana passada comentaram naquele post. A pessoa não colocou nick para se identificar, porém pelo email cadastrado deve ser um homem chamado “Marquinhos José 6″, ou algo semelhante. No comentário ele me mostrou o Through The Machine, que é mais um desses games simples que visam apenas deixar o jogador louco ou querer jogar o teclado longe.

O game se resume em: Você é uma mosca, deve passar pelo que parece ser o interior de uma máquina (tudo que você encostar tira uma vida sua), de preferencia coletando o maior número possivel de “smiles”, carinhas, que encontrar pelo caminho para acumular o máximo de pontos possíveis.

Como sempre, parece algo estúpido, porém o que realmente me impressionou foi o fato de toda jogabilidade estar intimamente ligada a música de fundo. Os obstáculos que se mexem seguem a batida da música, então um grande segredo para se obter sucesso é acompanhar o ritmo para perceber quando aquele martelo vai tentar te esmagar ou o ventilador vai ligar e tentar te picotar.

Testem o jogo mais a fundo ai, pois eu troquei o apoio onde meu mouse fica e ele está irritantemente chato e insuporável de usar. Sério, não é desculpa não.

Então vai aqui novamente o link pro game, e mais um agradecimento ao Marquinhos José 6.

O Sonho acabou.

por Michele Pandini

Esse mês a Conrad está lançando a última edição de colecionador de Sandman: “Sandman. Despertar”. A história acompanha o desfecho do confronto entre o Mestre dos Sonhos e as três “Bondosas”, além de mostrar a trajetória do filho de Morpheus pelo Sonhar e um cortejo fúnebre capaz de abalar o firmamento.

Para quem não conhece, Sandman é a coleção em quadrinhos do autor Neil Gaiman, que recentemente visitou o Festival de Literatura Internacional de Parati. A série trata da trajetória de Morpheus, mais conhecido como Sonho, um dos sete Perpétuos: Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desespero, Desejo e Delírio. No primeiro volume, “Fábulas e Reflexões”, Sonho está em busca de seus pertences roubados após ter passado 70 anos enclausurado por uma sociedade secreta.

Sandman é uma HQ diferente. Por exemplo, ela tem um fim. E após sete anos de publicação, chegou a hora. Mas a trajetória até esse final é fantástica. Gaiman soube criar uma saga coerente do primeiro ao último quadrinho, com personagens recorrentes e atos cujas consequências só serão sentidas vários volumes depois. A narrativa também é diferente do que estamos acostumados a ver em quadrinhos: Sandman não é um herói ou vilão, é apenas um dos Perpétuos realizando seu trabalho. Ao menos, tentando. Não há grandes cenas de ação ou tentativas para salvar o mundo. A luta mais marcante da série é um duelo de palavras. Sonho e seus irmãos são personagens bem caracterizados e possuem personalidades marcantes, em parte pelo fato de cada um trazer contradições do que realmente são. Por exemplo, Morte é uma jovem de aparência gótica cheia de vida e esperança, transmitindo a todos que a encontram paz e tranquilidade nesse momento da vida. E cuida de dois peixinhos dourados. Sonho, por sua vez, é um homem sombrio e de aparência triste, temido por todos, que aprecia a companhia de corvos.

E em vários momentos da HQ somos surpreendidos por histórias bonitas que parecem terem saído de uma coletânea de contos. Nem sempre os poderosos Perpétuos são os protagonistas, como podemos verificar nas sagas “Um Jogo de Você” ou “Fim dos Tempos”. E sim, Neil Gaiman ADORA citar livros, filmes e músicas em seus contos nos personagens. Uma das mais famosas dessas citações é a música “Dream a Little Dream of Me” que, vira e meche, aparece nas cenas como um pequeno brinde para o leitor atento.

Sandman é uma leitura única e não deixa nada a dever a muita obra literária. Com o fim dessa saga, espero que os leitores que não puderam acompanhar a publicação original nos anos 90 possam ter acesso a uma das melhores HQs já lançadas. O preço é um pouco salgado, R$ 69,90 no site da Conrad. Mas vale cada centavo. Eu mesmo não me preocupo o quanto gastei nessa saga e rezo pro meu namoro continuar dando certo, ou teremos que levar a coleção de Sandman para Justiça para ver quem fica com qual edição! Caso te conquiste, leia o resto da obra. E peça ao Senhor Homem de Areia que ele traga para ti um sonho, e que faça dele o mais belo que você já viu…

Em outra nota, peço perdão pela falta de post essa semana. Eu tinha esquecido de colocar os posts para serem publicados durante a semana, e o único que lembrei foi esse de Sandman. Que não sei porque raios não foi publicado! Mas amanhã vocês saberão o motivo da minha sumida! Até pessoal!

Batman - O Cavaleiro das Trevas. Why so serious?!

por Dimitri Robles

batman
Existem filmes que empolgam, fazem pensar e vão além fazendo com que qualquer um se sinta um verdadeiro crítico de cinema, apenas para passar para outras pessoas, nem que seja apenas uma pequena parte, da sensação que aquele filme específico te presenteou. Não quero ser um crítico, até porque quem faz isso (e faz com estilo e maestria) é nosso Rodrigão em suas críticas únicas e arrebatadoras. Mas com o novo filme do Batman - O Cavaleiro das Trevas, seria quase uma omissão imperdoável ocultar minha opinião dessa que foi, senão a melhor, uma das melhores sessões de cinema que tive a oportunidade de presenciar.

Para começar, considero totalmente injusto enquadrar Cavaleiro das Trevas como um filme de super-heróis. Se assim fosse, ele seria de longe, o melhor deles. Mas acredito que o filme vá além das adaptações dos quadrinhos, e se torna algo mais profundo, denso e memorável. O novo Batman não é uma história de heroísmo ou de caras desajustados com cueca por cima da calça, não mesmo. A nova aventura de Bruce Wayne é uma história de pessoas, medos, vontades, batalhas interiores e tudo isso mostrado com uma tridimensionalidade tão crível, que é fácil esquecer que a trama gira na briga entre Batman e Coringa, e por momentos me fez pensar que a batalha era do protagonista contra si mesmo. Contra seus ideais e contra a cidade, que o amava como herói quando precisava, e o descartava assim que a coisa parecia ficar complicada demais.

“A noite sempre parece mais escura logo antes de amanhecer. E acreditem: o amanhecer está próximo”. Com essa frase, o personagem Harvey Dent mostra um pouco do peso e do egoísmo da cidade corrupta que é Gothan City. Dent é o exemplo perfeito do personagem que evolue de um extremo ao outro do começo ao fim do filme, como muitos personagens jamais conseguiram em trilogias inteiras. Todos sabiam que Harvey Dent ia se tornar o viláo “Duas Caras”. Mas confesso que de início, não consegui imaginar como isso aconteceria, já que ele era pintado como o cavaleiro branco de Gothan e tão incorruptível numa cidade tão podre, que as reviravoltas na trama provam que até o mais correto político, pode viver o suficiente para se tornar o grande vilão.

Por mais estranho que pareça, não vou sequer citar o vilão Coringa nessa minha crítica pessoal. Não por que ele não mereça, e sim pelo contrário: tanto merece que deixei para fazer um post mais tarde apenas sobre esse aspecto do filme.

Para fechar essa resenha e contextualizar minha afirmação de que Batman - O Cavaleiro das Trevas é além de um filme de super-herói, e sim uma trama sobre pessoas e tudo que envolve cada uma delas singularmente, vou falar um pouco do Bruce Wayne. O herói impressiona em todos os sentidos. Não porque ele é o vigilante solitário de Gothan, e sim por um lado que nunca tinha sido visto ou explorado, nem mesmo com tanto afinco assim, em sua estréia em Batman Begins. Dessa vez, o diretor mostrou o lado humano, explosivo e inexplorado de um personagem. Um Bruce Wayne que encontra suas forças ao colocar uma máscara, mas que vive uma crise de julgamento sobre o que é certo e o que é errado. Seja como Bruce ou como Batman, o personagem começa a sentir o peso da responsabilidade que o símbolo que ele representa pode ser, um fardo que ele nunca pediu para ter, quando pessoas começam a morrer todos os dias enquanto ele não revelasse sua verdadeira identidade. Preservar seu segredo e continuar salvando milhões ou mantê-lo por um bem maior enquanto inocentes morriam diariamente?! É por esse e outros motivos que Batman é uma história sobre seus personagens. Todos os medos, inseguranças, planos e dúvidas que existem a todo instante em uma pessoa normal, como eu e você, estão a flor da pele em cada segundo do longa, mostrando que não basta vestir uma armadura de Kevlar a prova de balas, se seus ideais não forem tão rígidos como uma rocha e que não se pode intimidar os inimigos, quando nem mesmo o grande salvador da nação que se tornou o símbolo do Batman, não puder intimidar e vencer seus próprios demônios.

Talvez a perfeição seja demais para qualquer tipo de classificação, seja de um filme, um game ou qualquer outra coisa. As falhas existem, mas o que se vê em Batman - O Cavaleiro das Trevas é algo que se torna tão superior a qualquer deslize em outros aspectos, que arrisco a dizer, agora passado a empolgação inicial e extase que o filme me deixou, que se não é perfeito, chega o mais proximo disso que uma produção cinematográfica pode chegar.

PS: Crítica em homenagem ao meu amigo Pedro Cardoso, que já me alertou sobre o que eu possivelmente encontraria no cinema, e provou que não acertou. Foi bem mais do que ele disse e eu esperava! Aliás, confiram a ótima crítica que ele fez no dia do lançamento e descubram porque eu acesso o Receita de Sucesso todo santo dia ^^

Pirataria não importa, se for uma homenagem

por Daniel Ferreira

Ok, uma discussão rápida.

Saiu na internet que Aaron Eckhart, o Duas-Caras, falou em uma entrevista para promover novo filme do Batman (tema do nosso último podcast) que o iPod do ator Heath Ledger está circulando entre seus amigos e colegas como uma forma de homenagem ao ator. Cada pessoa que recebe o aparelho baixa as músicas armazenadas no mesmo por Ledger, e em seguida passa o player para o próximo conhecido.

E depois a indústria fonográfica fica reclamando que os usuários comuns baixam diversos arquivos piratas da internet e por esse motivo diversas bandas e empresas acabam falindo. E no próprio iPod vem aquele adesivo dizendo “Não roube música”.

Mais tudo bem se esse iPod for de uma celebridade famosa, que veio recentemente a falecer. Já que provavelmente as músicas no aparelho já são pirateadas mesmo…

(Podia jurar que tinha postado isso hoje de manhã, só que o wordpress salvou como rascunho pois eu fechei o FireFox antes de completar a postagem)

[E3] Conferências das… Da Microsoft

por Daniel Ferreira

Já vou avisando pra quem quiser reclamar ou achar estranho, porém sim, mesmo a conferência da Microsoft tendo sido ontem eu irei fazer um apegado das três conferencias (Microsoft, Nintendo e Sony) hoje, jáque é o primeiro dia oficial da E3 e tudo mais.

Então como prometido lá vai um post cheio de opiniões pessoais sobre tudo que rolou de legal e/ou não tão legal assim.

Microsoft

A conferência da Miscrosoft foi algo normal, sem muitos anúncios fora do esperando (tirando a bomba do final, que eu falo sobre mais tarde).

Foi falado sobre o aguardado Fallout 3 (confira nossa cobertura tanto na revista quanto no site). Foi apresentado um vídeo também com cerca de cinco minutos de duração que mostrou um novo FPS lindo. Se você jogou os games anteriores da série você vai ficar de queixo caido com a ansiedade… e se não jogou também.
Além disso, a Bethesda, produtora do jogo confirmou que assim como GTA IV, Fallout 3 sairá em Outubro deste ano para X360, PS3 e PC, porém o único que irá contar com downloads de conteúdo extra (os DLCs) será a máquina da Microsoft.

Além disso falou-se também de Gears of War 2 (nada que você já não esperasse) e Resident Evil 5, onde o destaque foi a exibição de como será o multiplayer do game, que se mostrou BEM a frente da última empreitada da série no gênero com Resident Evil Outbreak (se bem que eu jogava enquanto usava o Skype do PC pra conversar com meu time, então era um ótimo game ;D)

A grande novidade foi a confirmação da mudança total da interface do 360. As “Blades” irão embora na próxima atualização de Firmware e entrarão as “abas” (ou alguma palavra que defina melhor a coisa), pelas quais os usuários irão escolher seus games, criar seus Miis avatares (que poderão ser utilizados em jogos e outros aplicativos) e controlar todo o 360. Também foi dito que agora será possivel instalar qualquer jogo de 360 no HD do mesmo, assim os tempos de loading ficarão menores, o único detalhe é que para proteger contra a pirataria o disco do jogo precisa estar dentro do videogame apenas para confirmar que você possui a mídia de verdade.

Eu tentei achar um video com a demonstração que a Microsoft fez do sistema e todos estavam com uma qualidade sofrível

Falaram sobre as novidades para o game Portal, Lips, Banjo e etc… Ninguém ficou lá muito impressionado até que a Square Enix resolveu mostrar seus títulos. E enquanto todo mundo esperava apenas algumas coisas já anúnciadas a bastante tempo (como quase todo resto da conferência), ela resolve mostrar que Final Fantasy XIII agora também ganha uma versão para 360. Foi a porrada mais bem dada na cara da Sony nos últimos tempos. Os detalhes mais importantes são que não existe versão do jogo para o 360 japonês… E que Versus XIII ainda é exclusivo de PS3, ao menos até a E3 que vem.

E meio que acabou por ai… Ou nem tanto, pois eu tentei enxugar conteúdo pra falar sobre as 3 conferência (o títudo desse post era “[E3] Conferências das 3 Grandes”), só que eu percebi que é uma idéia idiota, pois exugando o máximo que deu eu cheguei até aqui, e na minha mente isso não é um post pequeno. Então eu vou dividir esses grandes anúncios mesmo, e fazer apenas um apegado geral no fim de todos eles quando eu posso falar sem precisar explicar nada… Aguarde um tempo até o post sobre a Nintendo aparecer (só que esse deve ser bem pequeno…).

Por favor, afaste-se da TV.

por Michele Pandini

O jovem Fernando foi pra casa de um amigo jogar o mais novo jogo do Mario. Ele estava empolgado para ver os gráficos brilhantes e a jogabilidade rápida da Nintendo. Ele passou uma hora jogando e se divertindo, e depois se levantou para ir pra casa. Ele largou o videogame, se despediu e caminhou até o portão, onde teve um ataque súbito de epilepsia e morreu.

Quem lê isso agora pode pensar que essa notícia é nova e que tem a ver com os jogos da Nintendo de hoje em dia. Entretanto, estou copiando a notícia do jornal Folha de São Paulo de 1993, que estava lendo em microfilmes no meu trabalho. Eu fiquei chocada com a notícia! E no texto dizia que existe mesmo o risco do jogo (Super Mario World) dar ataques epilépticos nas pessoas mas pelo que li na notícia, o único caso registrado era esse.

E depois tivemos Pokémon em 1997! Ah, nosso carinhoso amigo roedor Pikachu já fez crianças do mundo inteiro sofrerem com ele. E quando digo sofrerem não é apenas pelos episódios repetitivos e as séries incessantes de Pokémon, mas sim por ter iluminado salas de todo o Japão com o episódio 38, mais conhecido como “Denno Senshi Porigon” (algo como Soldado Elétrico Porigon) onde Pikachu pisca suas bochechas durante tempo suficiente para crianças terem tido ataques epilépticos e serem notícia no mundo todo.

Desde então, os games e desenhos animados sempre vem com o aviso de você jogar ou ver sua série favorita numa sala iluminada e afastada da TV. E depois de ter lido que um garoto realmente morreu por culpa disso, sugiro a todos os gamers do meu coração a fazerem o mesmo porque a gente ainda tem muitos jogos pra jogar! Leia sempre o manual de instruções e siga cuidadosamente as dicas de saúde. Não fique muito tempo num jogo, saia, coma um pouco e beba água! Lembre-se: tratar bem da sua saúde é fundamental para jogar videogames até sua velhice!


Cobertura completa da E3

por Daniel Ferreira

Vai começar amanhã a E3 (Electronic Entertainment Expo), porém hoje já aconteceram alguns anúncios interessantes além de algumas bombas na conferência da Microsoft.

Só pra situar quem pode estar perdido, a E3 era uma feira gigantesca, só para convidados, o maior e mais importante evento de games no mundo onde rolavam quase todos os grandes anúncios sobre jogos eletrônicos. Infelizmente ano passado o evento sofreu um corte e se tornou bem menor, arrancando críticas dos entusiastas antigos, por esse motivo a feira tenta voltar um pouco às origens nesse ano.

Minha dúvida era se o BlogeZ deveria fazer uma cobertura do evento, o que ia gerar diversos micro-posts, ou apenas fazer um apegado geral no fim do dia. Acabei optando pelo post mais denso no fim do dia por dois motivos:

  • Como trabalho a tarde eu não ia conseguir postar assim que alguma coisa interessante rolasse e,
  • O portal e-Zone vai fazer a cobertura completa do evento!

Ou seja, durante o dia a parte de games do site vai ser constantemente atualizada com novidades da feira, e no fim do dia você vai poder ler uma leitura minha dos eventos num texto pessoal e cheio de opiniões a serem discutidas, E um apanhado geral que também já tem página própria no portal e vai resumir de forma simples e direta o que acontecer de mais importante durante todo o evento (que você pode acessar clicando AQUI).

Então, até amanhã. Bom evento a todos.

Conheça a Lively!

por Michele Pandini

Prosseguindo com seu plano de dominação mundial, o Google lançou sua mais nova ferramenta: A Lively.

Caros leitores, vocês que gostam de games e tecnologia já devem ter ouvido falar do jogo Second Life. A Lively é algo parecido. Depois de puxar os arquivos para acessar a lively (menos de 1 MB), você faz o seu avatar e fica entrando em “salas” de bate-papo das mais variadas, com direito a decoração e aparelhos virtuais de TV passando vídeos do YouTube. A principal diferença entre a Lively e o Second Life é que, como todo produto do Google, a Lively é gratuita.

Na Lively é aquele esquema de sempre: você faz seu avatar, coloca roupas legais nele e vai interagir com as pessoas podendo escolher de humanos até cachorros e esquilos. Parece interessante né? Mas infelizmente  você precisa escolher um dos avatares pré-montados. Então, não adianta você querer ser gordo e feio porque não tem avatares assim. Depois de escolhido seu avatar, você tem algumas poucas opções de customização: cor da pele, peças de roupa, sombrancelhas e alguns outros. Além disso, cada avatar só pode utilizar itens feitos para ele, e portanto não adianta você querer colocar uma saia no seu alienígena ou antenas no seu cachorro: as modas são incompatíveis.

Apesar disso, as salas são bem legais. Há salas dedicadas a World of Warcraft, ao mundo fofo das garotas, RPG, videogames… e você também pode criar sua própria sala e decorá-la com os móveis que você quiser para interagir com seus amigos. E convenhamos, interagir com as pessoas com um avatar que faz um monte de emoções, anda pela sala e ainda conversa é muito mais interessante que salas de chat ou MSN.

Mas nem tudo é perfeito no mundo dominado pelo Google. Por exemplo, o lag que aterroriza todos nós. Até eu terminar de montar meu avatar foram algo de 15 a 20 minutos, só pelo lag. O serviço ainda está em Beta e os servidores estão sobrecarregados, mas o que importa é que deu lag o tempo inteiro e isso me desmotivou a buscar por outras salas ou montar a minha própria.

Para finalizar, a Lively tem recursos para poder funcionar no seu site. Ela já funciona no site de relacionamentos Facebook e logo estará também no MySpace. Quem sabe num futuro próximo ela também não esteja na E-Zone?

Ah sim, esqueci de mencionar. A Lively é toda em inglês e não há previsões para ser lançada em português. Se isso não for problema pra você, leitor multilíngua, acesse o Lively by Google.

A estupidez e ignorância humana em forma da “Brincadeira do Desmaio”

por Dimitri Robles

Aqui no BlogeZ, normalmente temos o orgulho de trazer sempre novidades e coisas interessantes, de preferência para o lado positivo da coisa. Mas dessa vez, tive que abrir uma exceção para uma coisa que não tem nada de bom: a nova onda da tal “Brincadeira do Desmaio”. Li na Veja de ontem que a prática é cada vez mais comum e talvez nem seja tão nova, mas com a quantidade de gente com acesso a internet e YouTube, algumas pessoas que nunca saberiam disso, estão vendo os vídeos e se encorajando a fazer tal babaquice.

Para quem não conhece, apesar do nome óbvio, vamos explicar o que é exatamente isso que chamam de “brincadeira”. Vários amigos se reúnem (com uma câmera ou não) e enquanto um filma a ação, um deles é preso na parede pelo pescoço até que seu ar acabe e ele desmaie. Depois de ajudar o tal “amigo” a se recuperar, eles todos riem da coisa toda e passam pro próximo a ser enforcado até ficar sem ar, perder a consciência e começarem tudo de novo.

Posso ser moralista, mas quem pode achar que algo assim é realmente legal?! Pra começar, a coisa toda é um show bizarro de como o ser humano pode ser idiota, ignorante e ainda ter orgulho disso tudo e mostrar ao mundo num YouTube da vida. Mas isso não é o pior. De acordo com a tal matéria da Veja, como a brincadeira tem se tornado comum, os casos de morte por causa dela também. Vai de falência dos orgãos vitais devido a falta de ar, até a traumatismos sérios causados pela queda quando se está desmaiado e os tais “amigos” não seguram a tempo e sua cabeça vai direto ao chão. Brincadeira sadia não?!

Alguns ainda alegam que fazem não pelo show, e sim pelo “barato” que perder a noção de tudo te causa. Não dá nem pra culpar os macacos que ficam a sua volta pulando enquanto você quase morre, já que aparentemente ninguém é obrigado a participar de nada, todos fazem tais idiotices, pasmem, por livre e espontânea vontade.

Fiquei em uma profunda dúvida se devia postar o vídeo disso aqui, e invés de conscientizar, estar disseminando essa prática cometida por animais sem noção que queimam nossa geração, nos fazendo parecer babacas manipulados pelo video-game e internet. Mas confiando no bom senso de todos que acessam o BlogeZ, o vídeo abaixo mostra a prática sem nada muito cruel (leia-se: ninguem morre e nada de sangue) mas com o intuito de mostrar o lado errado e sujo da disseminação da informação. Se uma pessoa menos instruída tem acesso a isso, qual o resultado?! Motivada pela curiosidade ou pelo desafio de mostrar ao grupo que convive que ela pode tudo, muitas vidas são perdidas. Triste.

Fica aí o alerta e a dica. Não faça como os babacas de vários desses vídeos que dizem “Não façam isso em casa” e logo em seguida o fazem sem pensar nas consequencias. Se você conhece alguém que acha que essa moda é bacana, tente conversar e alertar, como nós temos quase a obrigação de fazer, já que um desses aí podiam ser meu irmão mais novo, ou o seu, e o resultado poderia não ser tão “divertido” como esse que você assistiu. Pense nisso.